COMO AGIA A QUADRILHA NO PLANALTOÉ simplesmente estarrecedora a deleção premiada do senador Delcídio do Amaral ao Ministério Público. O parlamentar – que até pouco tempo estava preso – destrincha com minúcias como a quadrilha petista chefiada por Lula e Dilma agiram nos bastidores para frear as investigações do mensalão, e como cooptaram um ministro do STJ para soltar os empresários envolvidos na operação Lava Jato. O senador, que conviveu com o poder na intimidade, não deixa pedra sobre pedra. Em um país sério, tanto Dilma como Lula já estariam na cadeia.
Delcídio do Amaral fez a delação a um grupo de procuradores. E a revista IstoÉ traz nas suas páginas, com exclusividade, o depoimento do político ilustrado com páginas do documento original. O que os brasileiros apenas ouviam falar, agora, virou fato incontestável pela boca do ex-líder do PT no Senado. Amaral responsabiliza a presidente pela compra da refinaria de Pasadena, que deu um prejuízo de quase 1 bilhão de dólares a Petrobrás, e diz que Lula comprou o silêncio de Marcos Valério por 220 milhões reais, em um negócio que teve a intermediação do ex-ministro Palocci.
Amaral acusa a Dilma de interceder na operação Lava Jato para salvar os amigos empreiteiros do PT, desmascarando-a. Conta, por exemplo, que partiu dela a pressão contra os ministros do STJ e do STF. Assim é que Marcelo Navarro, ministro do STJ, relator do processo, atendeu o pedido da presidente para mandar soltar Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo. O habeas corpus foi expedido pelo magistrado, mas a operação foi abortada por seus colegas que viram na medida um “arranjo” de bastidores para soltar os principais responsáveis pelo rombo nos cofres públicos.
Amaral detalha com precisão como a quadrilha se organizou dentro do Palácio do Planalto sob a batuta de Lula e Dilma para dissecar o dinheiro público, criar falcatruas nas empresas, fraudar licitações e apoiar os petistas envolvidos no roubo das principais estatais brasileiras. Conta, por exemplo, que não foi casual o encontro da Dilma com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski em Portugal. A presidente pressionou o ministro a encontrar soluções que evitassem o envolvimento de Lula e seus parceiros petistas na Lava Jato. Pediu-lhe, inclusive, para soltar os empreiteiros que presos poderiam apontar Lula como cúmplice da camarilha.
O senador desnuda a santa do pau oco quando diz que foi responsabilidade dela a nomeação de Nestor Cerveró para uma diretoria da BR Distribuidora. Ela própria, segundo o parlamentar, é que lhe deu a notícia por telefone. E o mais grave: quando presidiu a CPI dos Correios, Amaral confessou aos procuradores que presenciou “tratativas ilícitas para a retirada do relatório final dos nomes de Lula e do seu filho Fábio em um acordão com a oposição”.
Segundo ele, por três vezes a Dilma tentou interferir na Lava Jato, sempre com a ajuda do ex-ministro a Justiça, José Eduardo Cardozo. “É indiscutível e inegável”, disse, “a movimentação sistemática do ministro e da própria presidente Dilma no sentido de promover a soltura de réus presos na operação”.
O depoimento de Delcidio do Amaral tem um peso maior quando se sabe que ele foi da cozinha do Planalto, falava em nome do governo no Senado. Tinha acesso livre ao Planalto, ao Alvorada e a todas as negociatas da trupe petista. Mas se você se indignou como eu, um reles mortal, com mais esse escândalo, não seja otimista porque nada acontecerá enquanto a população não for às ruas. Precisamos apelar para as cortes internacionais para condenar os nossos larápios, como a fez a Justiça francesa com Paulo Maluf, procurado em mais de 120 países do mundo.
Delcídio do Amaral fez a delação a um grupo de procuradores. E a revista IstoÉ traz nas suas páginas, com exclusividade, o depoimento do político ilustrado com páginas do documento original. O que os brasileiros apenas ouviam falar, agora, virou fato incontestável pela boca do ex-líder do PT no Senado. Amaral responsabiliza a presidente pela compra da refinaria de Pasadena, que deu um prejuízo de quase 1 bilhão de dólares a Petrobrás, e diz que Lula comprou o silêncio de Marcos Valério por 220 milhões reais, em um negócio que teve a intermediação do ex-ministro Palocci.
Amaral acusa a Dilma de interceder na operação Lava Jato para salvar os amigos empreiteiros do PT, desmascarando-a. Conta, por exemplo, que partiu dela a pressão contra os ministros do STJ e do STF. Assim é que Marcelo Navarro, ministro do STJ, relator do processo, atendeu o pedido da presidente para mandar soltar Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo. O habeas corpus foi expedido pelo magistrado, mas a operação foi abortada por seus colegas que viram na medida um “arranjo” de bastidores para soltar os principais responsáveis pelo rombo nos cofres públicos.
Amaral detalha com precisão como a quadrilha se organizou dentro do Palácio do Planalto sob a batuta de Lula e Dilma para dissecar o dinheiro público, criar falcatruas nas empresas, fraudar licitações e apoiar os petistas envolvidos no roubo das principais estatais brasileiras. Conta, por exemplo, que não foi casual o encontro da Dilma com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski em Portugal. A presidente pressionou o ministro a encontrar soluções que evitassem o envolvimento de Lula e seus parceiros petistas na Lava Jato. Pediu-lhe, inclusive, para soltar os empreiteiros que presos poderiam apontar Lula como cúmplice da camarilha.
O senador desnuda a santa do pau oco quando diz que foi responsabilidade dela a nomeação de Nestor Cerveró para uma diretoria da BR Distribuidora. Ela própria, segundo o parlamentar, é que lhe deu a notícia por telefone. E o mais grave: quando presidiu a CPI dos Correios, Amaral confessou aos procuradores que presenciou “tratativas ilícitas para a retirada do relatório final dos nomes de Lula e do seu filho Fábio em um acordão com a oposição”.
Segundo ele, por três vezes a Dilma tentou interferir na Lava Jato, sempre com a ajuda do ex-ministro a Justiça, José Eduardo Cardozo. “É indiscutível e inegável”, disse, “a movimentação sistemática do ministro e da própria presidente Dilma no sentido de promover a soltura de réus presos na operação”.
O depoimento de Delcidio do Amaral tem um peso maior quando se sabe que ele foi da cozinha do Planalto, falava em nome do governo no Senado. Tinha acesso livre ao Planalto, ao Alvorada e a todas as negociatas da trupe petista. Mas se você se indignou como eu, um reles mortal, com mais esse escândalo, não seja otimista porque nada acontecerá enquanto a população não for às ruas. Precisamos apelar para as cortes internacionais para condenar os nossos larápios, como a fez a Justiça francesa com Paulo Maluf, procurado em mais de 120 países do mundo.

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