quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pecuarista Suspeito de Receber Propina

Comissão quer que empresário esclareça suspeita de tráfico de influência.
Pecuarista é suspeito de ter recebido propina de delator da Lava Jato.

A CPI do BNDES, que investiga operações envolvendo o banco, ouvirá nesta terça-feira (24) o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai – amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de tráfico de influência e favorecimento em contratos firmados pelo banco.
Ele foi convocado em sessão da CPI ocorrida há duas semanas. Por se tratar de convocação, Bumlai é obrigado a comparecer. Ele só poderá adiar a data marcada pela comissão se houver justificativa para a ausência, como atestado médico ou morte de parente próximo.Pecuarista do Mato Grosso do Sul e empresário do setor sucroalcooleiro, Bumlai tinha acesso franqueado ao gabinete de Lula durante os oito anos em que o petista comandou o Palácio do Planalto. Os dois se conheceram em 2002, apresentados pelo ex-governador sul-matogrossense Zeca do PT, e estreitaram a relação nos anos seguintes.

Um dos delatores da Operação Lava Jato, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, afirmou em depoimento aoMinistério Público Federal que repassou R$ 2 milhões a Bumlai referente a uma comissão a que o pecuarista teria direito por supostamente pedir a intermediação de Lula em uma negociação para um contrato.24/11/2015 06h00 - Atualizado em 24/11/2015 06h00

Amigo de Lula, pecuarista Bumlai depõe nesta terça à CPI do BNDES

Comissão quer que empresário esclareça suspeita de tráfico de influência.
Pecuarista é suspeito de ter recebido propina de delator da Lava Jato.

CPI do BNDES, que investiga operações envolvendo o banco, ouvirá nesta terça-feira (24) o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai – amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de tráfico de influência e favorecimento em contratos firmados pelo banco.
Ele foi convocado em sessão da CPI ocorrida há duas semanas. Por se tratar de convocação, Bumlai é obrigado a comparecer. Ele só poderá adiar a data marcada pela comissão se houver justificativa para a ausência, como atestado médico ou morte de parente próximo.
Um dos delatores da Operação Lava Jato, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, afirmou em depoimento aoMinistério Público Federal que repassou R$ 2 milhões a Bumlai referente a uma comissão a que o pecuarista teria direito por supostamente pedir a intermediação de Lula em uma negociação para um contrato.Pecuarista do Mato Grosso do Sul e empresário do setor sucroalcooleiro, Bumlai tinha acesso franqueado ao gabinete de Lula durante os oito anos em que o petista comandou o Palácio do Planalto. Os dois se conheceram em 2002, apresentados pelo ex-governador sul-matogrossense Zeca do PT, e estreitaram a relação nos anos seguintes.
Fernando Baiano era representante da empresa OSX, que tinha interesse em entrar na licitação para a construção de navios-sonda para explorar o petróleo da camada do pré-sal.
Os R$ 2 milhões, ressaltou o delator, seriam repassados a uma das noras de Lula para quitar uma dívida imobiliária.
Ainda segundo Fernando Baiano, o pagamento foi feito a pedido de Bumlai, que, em contrapartida, se comprometeu a ajudá-lo a agendar uma audiência entre o ex-presidente da República com João Carlos Ferras, então presidente da Sete Brasil, uma das fornecedoras da Petrobras.
Na época, a Sete Brasil negociava com a estatal do petróleo contratos para exploração do pré-sal que incluiriam a empresa OSX. Baiano contou ao Ministério Público que o negócio não foi adiante, mas que, mesmo assim, ele pagou os R$ 2 milhões prometidos a Bumlai.
Em entrevista ao jornal “Estado de S. Paulo” publicada no dia 25 de outubro, Bumlai desmentiu Fernando Baiano, negando ter pedido propina para uma das noras de Lula. Ao jornal, o pecuarista disse que não é tão próximo de Lula como vem sendo noticiado pela imprensa, mas confirmou que levou um empresário do setor de petróleo para uma audiência com o ex-presidente, em 2011, a pedido de Baiano.
Empréstimo ao PT
Na última semana, o jornal "Folha de S. Paulo" publicou reportagem na qual informava que o empresário Salim Schahin, acionista do Grupo Schahin, afirmou, em depoimento de delação premiada, que o contrato que o grupo assinou com a Petrobras para operar o navio-sonda Vitória 10.000 foi uma compensação do perdão de uma dívida que o PT tinha com as empresas do grupo.
De acordo com a delação do empresário, em 2004, o Banco Schahin emprestou R$ 12 milhões a José Carlos Bumlai, que disse que o dinheiro era para o PT. Ainda segundo o empresário, para confirmar que o dinheiro era para o PT, Bumlai marcou uma reunião entre os acionistas do Grupo Schahin com o então tesoureiro do partido, Delúbio Soares
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