O depoimento foi dado à força tarefa por Rogério Aurélio Pimentel, que em 2010 era assessor pessoal do ex-presidente Lula. A afirmação de Pimentel contradiz o testemunho do engenheiro da Odebrecht citado por ele.
Frederico Barbosa disse aos procuradores da Lava Jato que Pimentel era quem "disponibilizava recursos para pagar despesas imediatas com prestadores de serviço".
A oitiva de Pimentel reforça os indícios de que a Odebrecht bancou grande parte das obras no sítio usado pelo ex-presidente e sua família.
Segundo o então assessor de Lula, por duas vezes ele recebeu envelopes lacrados com dinheiro das mãos de Barbosa e levou para um depósito de materiais de construção a fim de pagar por produtos adquiridos para uso no sítio.
Esse testemunho confirma fato apontado pela ex-dona de uma loja de material de construção entrevistada pela Folha em janeiro. Patrícia Fabiana Melo Nunes, ex-dona do Depósito Dias, que forneceu produtos para a obra, disse à reportagem que recebeu pagamentos de produtos utilizados no sítio por um homem que fazia as entregas de dinheiro por indicação de Barbosa.
Em seu depoimento, o ex-assessor também contraria o relato de Carlos Rodrigues do Prado, dono da pequena empreiteira Rodrigues do Prado, que atuou na maior parte da obra. Prado afirmou à Folha que recebeu de Pimentel R$ 167 mil em dinheiro vivo para pagar os serviços realizados no sítio.
O ex-assessor, porém, disse não se recordar da prestação de serviços da Rodrigues do Prado.
OUTRO LADO
A defesa do engenheiro Frederico Barbosa afirmou que não se manifestará sobre o depoimento.
A Odebrecht ainda não se manifestou, mas anteriormente afirmou que está colaborando com as investigações.
O Instituto Lula ainda não respondeu o questionamento da reportagem.
BELA MEGALE/ FLÁVIO FERREIRA/ FELIPE BÄCHTOLD- Folha de São Paulo
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