domingo, 5 de fevereiro de 2017

Qual é o limite da corrida?

É falsa a ideia de que apenas os exercícios mais intensos e feitos por mais tempo, como correr muito rápido e longas distâncias, fazem bem para a saúde. Esse tipo de atividade física é, sem dúvida, benéfico, mas isso não quer dizer que as pessoas estejam autorizadas a praticá-la em uma quantidade ilimitada e exagerada. De acordo com cardiologistas americanos, exercícios vigorosos devem ser feitos de 30 a 50 minutos ao dia. Se esse limite for excedido, eles afirmam, a atividade passará a fazer mais mal do que bem ao coração.
Essas foram algumas das conclusões que James O’Keefe, da Universidade de Missouri, na cidade de Kansas, Estados Unidos, e Carl Lavie, do Instituto Cardíaco e Vascular John Ochsner, relataram em um editorial publicado nesta quinta-feira no periódico Heart, do grupo British Medical Journal (BMJ). De acordo com os médicos, o excesso de exercícios muito intensos pode causar um desgaste no coração, provocando alterações estruturais que prejudicam a função cardíaca. “Esse excesso, a longo prazo, não necessariamente leva à morte, mas anula os benefícios cardiovasculares e o aumento da longevidade que podem ser obtidos se uma atividade física for praticada em intensidade moderada”, escreveram os autores no artigo.
Maratona – Apesar dessas conclusões, os cardiologistas não acreditam que as pessoas que costumam correr maratonas devam deixar esse hábito de lado. “Se alguém realmente deseja realizar maratonas ou uma competição de triatlo, por exemplo, é melhor fazer apenas uma ou então algumas poucas provas e, depois, seguir praticando atividades mais seguras”, escreveram. “Uma rotina de atividade física moderada vai acrescentar muitos anos à vida de alguém. Em contraste, correr muito e muito rápido pode aumentar a velocidade de progresso em direção à linha de chegada da vida.” “Curva em U” – Os especialistas chegaram a essas conclusões após levarem em consideração uma série de estudos que comprovam que os benefícios da corrida seguem a chamada “curva em U”. Ou seja, as duas extremidades da curva representam o sedentarismo e o excesso de atividade física intensa e mostram que ambos podem surtir o mesmo efeito – ou seja, não fazem bem ao coração. Por outro lado, a parte do meio da curva, que corresponde à prática moderada de atividade física, provoca o contrário, que é o efeito positivo sobre a saúde cardíaca. Para exemplificar a curva, os autores citaram um grande estudo apresentado em maio deste ano no encontro anual da Sociedade Europeia de Cardiologia, na Irlanda. A pesquisa acompanhou 52.600 pessoas durante 30 anos e descobriu que os participantes que costumavam praticar corrida tinham um risco 19% menor de morrer nesse período do que aqueles que não realizavam essa atividade. No entanto, esse trabalho descobriu que os indivíduos que corriam entre 30 e 40 quilômetros por semana não apresentavam essa vantagem sobre aqueles que não corriam. E, por outro lado, os participantes que corriam de dez a 30 quilômetros por semana tinham um risco 25% menor de morte em 30 anos.

Guia para iniciantes: como começar a correr

Correr faz bem para a saúde em diversos aspectos. A modalidade aumenta o condicionamento físico, fortalece os músculos, ajuda a emagrecer, combate a insônia, auxilia no controle do colesterol e previne a osteoporose. De quebra, inunda o organismo do corredor com endorfina, hormônio que causa sensação de bem-estar. Para obter esses benefícios, no entanto, é preciso tomar alguns cuidados. Se uma pessoa não estiver preparada para correr, pode desenvolver lesões ou, pior ainda, agravar problemas cardíacos pré-existentes.
Pessoas sedentárias ou com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, devem fazer um teste ergométrico antes de começar a correr. “O exame é uma avaliação cardiológica feita por um teste de esforço, para identificar como o organismo reage ao exercício. Dependendo do resultado, algumas pessoas podem precisar de acompanhamento médico para praticar a corrida”, afirma o educador físico Bruno Gualano, professor da Universidade de São Paulo (USP).
Largada – A preparação também inclui um trabalho de fortalecimento muscular, principalmente nas pernas e na região do core, que compreende o abdômen e a lombar. De acordo com Paulo Correia, fisiologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a cada salto que se dá na corrida, uma perna precisa suportar duas vezes o peso do corpo. “Caso a pessoa não se prepare adequadamente, podem surgir problemas crônicos na coluna, joelhos e tornozelos”, diz.
Com a musculatura reforçada, é hora de começar a correr, mas gradativamente. A maneira mais eficiente é alternar caminhada e corrida e manter a rotina de treino. Correr 15 minutos cinco vezes por semana ou trinta minutos três vezes podem surtir efeito em apenas quinze dias.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Dicas de corrida: acerte os braços e a passada para evoluir

O canal Atleta 360 preparou uma série de 3 vídeos com dicas de corrida. Nesse primeiro episódio, o treinador Lucas Salia, da Lobo Assessoria Esportiva, aborda temas básicos da corrida, como posicionamento dos braços, tronco e pequenos detalhes que podem trazer evolução em sua técnica.
“O movimento do braço é natural, não precisa ser forçado. Uma coisa que precisa tomar bastante cuidado é deixar o braço flexionado a 90 graus, mas com movimento. Não é um robozinho”, argumenta Salia.
O treinador ainda explica como se dá a evolução nas passadas. Com o tempo, manter a cadência e aumentar a passada na medida certa resultará em uma corrida mais rápida.







https://youtu.be/8_orBqFgvBg

domingo, 29 de janeiro de 2017

Superalimentos para quem corre

Os superalimentos (super foods) são chamados assim porque contêm uma grande quantidade e variedade de nutrientes, capazes de turbinar a performance de atletas de corrida de rua das mais variadas distâncias. Alguns dão mais gás, outros melhoram o sistema imunológico, o funcionamento dos músculos e até a recuperação pós-treino – dentre muitos outros benefícios. “Os superalimentos são chamados assim por apresentarem concentrações altas de vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes, cerca de 20 a 30% das necessidades diárias recomendadas em 100g, o que indica a alta densidade nutritiva desses alimentos”, explica a nutricionista esportiva Alessandra Luglio, da Clínica P4B Health.
O que muita gente não sabe é que alguns desses superalimentos são fáceis de achar e nem sempre é difícil incluí-los com mais frequência no cardápio diário. Alessandra Luglio diz que o consumo de alimentos com alta densidade nutritiva é uma tendência não apenas entre os atletas, mas também entre pessoas que buscam uma dieta mais saudável e nutritiva. “Hoje, as pessoas estão preocupadas em melhorar a saúde e para isso precisam fazer escolhas nutricionais inteligentes, em que consumam menos calorias e mais nutrientes por porção, como são os superalimentos”, explica ela.
Confira a seguir uma lista de superalimentos indicados por especialistas em nutrição para quem quer ser um super-corredor:
Abacate
Rico em vitamina E e em um antioxidante chamado  glutationa,  relacionado ao rejuvenescimento e recuperação celular e que participa ativamente do sistema imune ao neutralizar a ação dos radicais livres produzidos durante a atividade física. Reforça a imunidade e é fonte de gordura monoinsaturada, que ajuda no controle dos níveis de colesterol, auxiliando na prevenção de doenças cardiovasculares.
Alho
“Há um composto no alho chamado ajoene, que é um antioxidante natural e anticoagulante, ajudando assim na prevenção de doenças cardiovasculares”, explica o médico ortomolecular Gilberto Kocerginsky, do Linnus Institute. Sua ação vasodilatadora melhora a circulação do sangue, além de fortalecer a imunidade, prevenindo gripes e resfriados. Também é boa fonte de vitamina B6, tem ação antifúngica e faz muito bem para o coração.
Banana
Destaca-se pela alta concentração de carboidratos de rápida absorção e substâncias que diminuem a inflamação sistêmica do corpo, evitando câimbras e melhorando a performance.
Batata-doce
Rica em potássio, ferro, cálcio, vitaminas A, C, E e B1, B5, fortalece o sistema imunológico e é fonte de energia.
Beterraba
Rica em nitrato, um dos precursores do óxido nítrico, composto que além de auxiliar no rendimento durante o exercício proporciona uma recuperação muscular mais eficiente.
Brócolis 
Possui elevada concentração de vitaminas, minerais (em especial o cálcio) e fibras. O ideal é prepara-lo no vapor, pois assim perde muito pouco do seu valor nutritivo e se torna prático para o consumo. “Ele contém um fitoquímico (indole-3-carbinol – I3C) que auxilia na liberação equilibrada de estrógeno, o que indiretamente irá regular a testosterona”, explica Georgia Bachi, que é mestre em Nutrição e Alimentos, além de especialista em nutrição esportiva.
Cacau
É rico em compostos que estimulam a produção de serotonina (neurotransmissor responsável pelo bem-estar) e antioxidantes que combatem os radicais livres, auxiliando no rendimento.
Chia
Rico em proteínas e com alto valor energético, esse grão é considerada um superalimento por seu alto poder energético. “Esses grãos pequenos, mas incham até doze vezes o seu tamanho quando colocados em água (por isso também têm alto poder de saciedade) – eram consumidos por guerreiros astecas em suas longas caminhadas”, explica o nutricionista esportivo Marco Jafet, da Jafet Nutrição.
Coco
Sua água é um excelente repositor energético e ótima escolha para hidratação. Já a polpa (e o óleo) tem muita energia para alimentar os músculos, antes e depois do exercício, graças aos triglicérides de cadeia média (TCM).
Frutas vermelhas
Frutas como morango, groselha, framboesa, cranberry, goji berry e mirtilo (blueberry) são ricas em vitaminas do complexo B, vitamina C e antioxidantes. Evitam estresse celular e o envelhecimento gerado pela atividade física extenuante (radicais livres).
Gengibre
Possui ação anti-inflamatória e termogênica, além de melhorar a imunidade e ser tonificante para o coração.
Quinoa
É ótima fonte de proteínas, vitaminas, minerais e ácidos graxos (ômegas 3 e 6). Contém triptofano, um aminoácido precursor de serotonina.
Oleaginosas
“Cada uma delas tem características próprias que são ideais para os esportistas. Considero o ideal um mix de vários tipos, para pegar um pouco de cada qualidade oferecida por elas”, aconselha Gilberto. Castanhas do Pará, amêndoas, nozes, castanhas de caju etc. Elas são fonte de gorduras mono e poli-insaturadas, especialmente ricas em Ômega 3, que atuam na redução do colesterol, triglicérides e pressão arterial.
Ovos
Boa fonte de proteínas e vitaminas A e D, também contém colina, ferro, zinco e ácido fólico. É considerado um alimento de alto valor biológico e um dos mais completos, pois contém ligações singulares de aminoácidos com importantes funções na reparação dos tecidos musculares.
Salmão
Proteína de origem animal, é rico em Ômega 3, além de conter vitaminas D e K, responsáveis pelo desenvolvimento e força dos ossos. “Essas vitaminas estão relacionadas ao desenvolvimento do sistema osteomuscular, primordial para os atletas. O ômega 3 tem ação anti-inflamatória, que contribui para o metabolismo dos músculos”, explica Gilberto Kocerginsky.
Só não vale achar que os superalimentos sozinhos vão fazer milagres. Com ou sem eles, não tem segredo e nem milagre: variar o cardápio, preferir alimentos in natura, fazer pratos coloridos e evitar o consumo de açúcares e produtos industrializados ainda é a melhor receita para nutrir o corpo corretamente.

“Remédio no prato”: receitas com superfoods

Receitas do dia a dia com ingredientes poderosos podem turbinar o corpo de saúde e energia. Alguns dos ingredientes que selecionamos para as receitas têm sido pesquisados por seus ‘poderes’. São alimentos como a cúrcuma, por seus benefícios anti-inflamatórios; a spirulina, por aumentar a resistência; a maca peruana, por aumentar a energia; além do gengibre, da quinoa e de outros alimentos nutritivos que também são considerados superalimentos.
As receitas com superfoods são fáceis de fazer e verdadeiros remédios no prato: aumentam a imunidade, são antioxidantes, melhoram a resistência e são aliadas perfeitas de quem pratica esportes e tem a vida ativa.
Alessandra Luglio, nutricionista esportiva; Mayara Ferrari, nutricionista funcional e o chef especialista em cozinha orgânica e funcional, Renato Caleffi sugeriram receitas deliciosas adicionadas dessas superfoods. Confira:

Leite de cúrcuma
Ingredientes
2 colheres (chá) de açafrão da terra em pó (se for usar cúrcuma fresca, use uma colher de sobremesa)
200 ml de leite de castanhas (ou amêndoas)
2 colheres (chá) de gengibre em pó
1 colher (chá) de cardamomo em pó
2 colheres (chá) de mel cru
1 copo de água
Modo de preparo: aqueça o leite e antes de ferver adicione os outros ingredientes, misture e beba ainda quente.

Salada de quinoa com gengibre, cúrcuma e manga
Ingredientes:
200g de quinoa
1 colher (sopa) de açafrão em pó (cúrcuma)
Sal rosa do Himalaya a gosto (usamos 4g, ou 2 colheres de chá)
1 manga palmer em cubos
2 colheres (sopa) rasas de gengibre picado finamente
1/2 xícara (chá) de castanha-do-pará picada
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1/4 de xícara (chá) de salsinha picada
1 maço de rúcula
Modo de fazer: Aqueça 500ml de água e, quando estiver fervendo, adicione a quinoa, o açafrão e o sal. Tampe a panela parcialmente, abaixe o fogo e cozinhe a quinoa por 10 a 15 minutos. Deixe esfriar um pouco. Adicione o restante dos ingredientes e misture. Unte com azeite, coloque a mistura de quinoa, aperte bem e desenforme em um prato com folhas de rúcula. Sirva em seguida.

Quinoa verde
duas xícaras de quinoa já cozida (igual arroz),
1 maço de brócolis cozido no vapor,
sumo de meio limão,
sal, pimenta a gosto,
2 abobrinhas italiana cortada em rodelas e cozidas no vapor
e uma colher de chá de spirulina
Modo de fazer: Basta misturar tudo numa taça ou prato, decorar com azeite e salsinha, e está pronto a servir.
*Adicione uvas passas e castanhas, a gosto.

Banana & Spirulina Shake
1 ½ bananas congeladas
¾ melancia congelada (ou abacaxi)
½ copo de leite vegetal
Essência de baunilha
½ colher de chá spirulina
Modo de fazer: Bata tudo por 3 minutos no liquidificador.

Torrada Tropical com spirulina e guacamole de abacaxi
1 pacote de torrada integral ou pão integral para acompanhar o patê
3 avocados maduros ou 1 abacate maduro, descascado e amassado rusticamente
1 ½ copo de abacaxi fresco e cortado em cubinhos
1 ½ copo de cebola roxa finamente cortada em cubos
1 colher de sopa de suco de limão
3 colheres de sopa de spirulina em pó
¼ copo de coentro finamente cortadas
½ colher de sopa de sal do himalaia
Cominho a gosto
Modo de fazer: Misture os ingredientes com um garfo e adicione azeite de oliva no pão ou torrada pré-aquecido no forno. Adicione uma pimenta triturada (da sua preferência, jalapeno, pimenta dedo de moça, com sementes e pele removidas) para decorar. Sirva como um patê.

Leite de maca peruana com chocolate
Faça uma bebida de chocolate para ser servida no lanche ou como sobremesa; misture duas ou três colheres de sopa de maca em pó, 230 ml de leite de amêndoas, 230 ml de água filtrada, uma xícara de chá de morangos ou amoras, ou mirtilos (pode ser banana com maçã que também fica bom), duas colheres de sopa de mel e duas colheres de sopa de chocolate em pó (cacau em pó)
Modo de fazer: Bata tudo no liquidificador por 3 minutos.


Todas essas receitas com superfoods também são uma ótima maneira de adicionar mais saúde na dieta e começar a desfrutar dos benefícios de poderosos antioxidantes e anti-inflamatórios naturais. A alimentação é uma poderosa maneira de prevenir doenças e manter o corpo sempre saudável e ativo.

Amaranto: fonte de proteína vegetal

Com a onda dos alimentos saudáveis em alta, alguns cereais, como a  quinoa  e o amaranto ganharam destaque recentemente, alcançando status de superalimento, pelo alto teor de proteína e outros nutrientes complementares que promovem mais saúde e qualidade de vida para quem os consome.
Muito parecido com a quinoa, o amaranto não é tão conhecido, mas esse cereal, além de nutritivo, é altamente versátil em diversas receitas e uma opção para vegetarianos substituírem a proteína de origem animal. De acordo com estudos de órgãos como  Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO)  e  World Health Organization (WHO) ,  o cálcio do amaranto é tão biodisponível (melhor absorvido pelo corpo) quanto o do leite. E as proteínas são de alto valor biológico, ou seja, aquelas com todos os aminoácidos essenciais que o corpo não produz. Possui alto teor de fibras solúveis, é rico em minerais (fósforo, cálcio, potássio, magnésio, sódio, ferro, zinco, selênio, manganês, alumínio) e tem papel importante na redução do colesterol.
 Para quem pratica esportes, como a corrida de rua, o amaranto tem propriedades que protegem o sistema imunológico, ação anti-inflamatória que ajuda na recuperação dos músculos após a prática das atividades físicas e ainda combate a hipertensão arterial.
A  National Academy of Sciences  considera o amaranto uma das culturas mais promissoras e recomendadas para estudos devido à sua vantajosa composição nutricional, capaz de melhorar a nutrição e qualidade de vida da população. Desde então, houve um significativo aumento na atividade de pesquisa. Segundo alguns estudos, o amaranto tem nutrientes que previnem doenças e excesso de peso, considerado um alimento funcional. Por não conter glúten, a farinha de amaranto é uma ótima opção para os celíacos.

Formas de consumo
Pode-se substituir a farinha em várias receitas. O grão do amaranto é muito saboroso e é fácil de cozinhar. É comumente cozido no vapor, ou adicionado a sopas. Cozido, ele tem uma textura um pouco gelatinosa, sabor suave, por isso pode ser usado em várias misturas sem comprometer o sabor das preparações. Também pode ser consumido em forma de farinha, farelo, flocos ou grãos cozidos.
Dá para enriquecer suas receitas de smoothies, bolos, pães, biscoitos, em sopas, saladas, molhos e até no prato principal, cozido com legumes e molho. Uma curiosidade: se colocado na panela com óleo, ele estoura igual ao milho de pipoca (mas é pequeno e só dá para usá-lo polvilhado em outros alimentos). Não exagere, apesar do amaranto ser um bom aliado da perda de peso, é importante combiná-lo com outros alimentos para potencializar os resultados e ter uma alimentação balanceada.

Receita de vitamina de frutas com amaranto
Suco de 1 laranja
1 maçã orgânica batida com casca e tudo
1 mamão papaia maduro
1 banana congelada
1 pitada de canela
1 colher (sopa) de farinha de amaranto
Modo de Preparo: Bata todos os ingredientes no liquidificador e tome em seguida.

(Fontes: RG Nutri, Dr. Jaime Amaya Farfan, professor do dep. de alimentos e nutrição da UNICAMP e  National Academy of Sciences)

Tendências da nutrição para 2017

Quando falamos de tendências da nutrição e da alimentação saudável, podemos resumir 2016 em proteínas, dieta paleolítica e alimentos nacionais, regionais e mais baratos. O ano de 2017 mal começou e já sabemos quais serão os “trends” da nova temporada, aquilo que está na moda por fazer bem à saúde: proteínas vegetais, uma alimentação baseada em frutas, legumes, verduras e gorduras boas.
O debate sobre as tendências da nutrição aconteceu durante a  Food and Nutrition Conferece and Expo  (Conferência e Exposição sobre Alimentação e Nutrição), em outubro de 2016, em cima de estudos científicos, apresentações acadêmicas, livros e painéis de discussões com mais de 10.000 especialistas no assunto.
Assim como toda ciência, a nutrição está em constante transformação. Antes dos anos 2000, a “tendência” era não consumir alimentos gordurosos, cheios de colesterol. Hoje, o açúcar e os industrializados ocupam este papel. Antes, o ovo era um dos grandes vilões, e comidas light e diet eram vistas como saudáveis. Hoje, o jogo mudou. O mesmo aconteceu com os óleos, o glúten, a lactose, os industrializados… o segredo é se informar sobre os recentes estudos e descobertas, mas também experimentar. Quando falamos de alimentação, não existe uma regra.
Conheça as tendências da nutrição para 2017 e alimente-se para viver mais e melhor:
A “nova quinoa”: sorgo
Para competir de igual para igual com a quinoa, agora é a vez do sorgo, um grão integral livre de glúten que já virou moda entre a turma saudável. Dá para fazer pipoca, como se fosse milho, e a farinha pode ser usada em muitas receitas, doces ou salgadas. E outra boa notícia, dá para plantar em casa também.
Por que será uma das tendências da nutrição? O sorgo é uma excelente fonte de fibras e um dos grãos ricos em proteínas. É também uma fonte de construção óssea, por ser rico em magnésio e fósforo, e ferro, além de vitaminas do complexo B (niacina e B6), responsáveis por converter o alimento em energia para o organismo. E a demanda por opções sem glúten, alimentos locais e ricos em fibras irá continuar em 2017.
Grãos germinados e brotos
A ideia é germinar tudo que é vivo: sementes, nozes, feijões e grãos. E dá para fazer você mesmo, em casa. Basta saber o tempo de germinação de cada grão, feijão, noz ou sementes que irá preparar e germinar antes de consumir.
Por que será uma das tendências da nutrição? Germinar os grãos aumenta o valor nutricional dos alimentos de origem vegetal. Quando as sementes germinam e emergem, alguns dos amidos são consumidos e isso resulta em uma maior proporção de fibras e proteínas no alimento. Além disso, a germinação desativa alguns antinutrientes como o ácido fítico, e isso faz as proteínas e minerais serem absorvidos pelo organismo mais facilmente. Mas, ao esquentar, aquecer ou cozinhar, perde-se esse poder todo. Mesmo assim, se se você comparar um pão integral com um pão feito com grãos germinados, o segundo aumentará a quantidade de hormônios responsáveis por incrementar a saciedade e diminuir a quantidade de açúcar circulando no sangue.
Fontes de proteína vegetais
É hora de comer legumes! Proteínas vegetais como feijões, ervilhas, lentilhas e grão de bico não são novidades. O que é uma das tendências da nutrição para 2017 é inovar nas receitas e descobrir novas formas de consumo além do hummus e da sopa de lentilhas. Hambúrgueres, risotos e outras receitas ricas em proteínas vegetais estarão em alta neste ano.
Por que será uma das tendências da nutrição? De acordo com  um novo estudo de pesquisadores de Harvard e de Massachusetts,  comer mais proteína vegetal e menos proteína animal pode colaborar para uma vida mais longa e saudável. Além disso, proteínas vegetais são sustentáveis, acessíveis, nutritivas e versáteis em diversas receitas. Nos EUA, várias marcas já comercializam snacks e lanches feitos com legumes tostados, como o grão-de-bico e feijões. Por aqui, algumas marcas, como a Flormel,  já vendem alguns desses snacks de proteína vegetal, rico em fibras e com poucas calorias.
Gorduras boas
Gorduras são essenciais para nos sentirmos satisfeitos, melhoram o paladar, são fonte de energia e necessárias para absorver algumas vitaminas (D e K). Já sabemos que as gorduras saudáveis, como ômega 3 e gorduras monoinsaturadas também promovem mais saúde para cérebro e coração. Mas até as gorduras saturadas, encontradas nos laticínios e antes consideradas ruins para a saúde estão sendo repensadas como tendências da nutrição para 2017, em novas formas de consumo.
Por que será uma das tendências da nutrição? A gordura do leite integral contém naturalmente ácidos graxos trans, como o ácido linoleico conjugado (CLA).  Uma pesquisa recente sugere que o CLA do leite diminui o risco de desenvolver doenças cardíacas e prevenir o câncer. Algumas marcas já estão começando a oferecer mais opções de laticínios na versão integral, em vez de produtos light ou diet. Além disso, deve aumentar a quantidade de marcas que oferecem produtos orgânicos ou com mais cuidado ao tratamento dos animais para atender a demanda de consumidores que buscam essas garantias.