quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O lado obscuro do brócolis

A vida inteira pensamos que o brócolis era o alimento perfeito (exceto por seu estranho aspecto de árvore em miniatura), e agora parece que está prestes a receber um “mas”. Nada contra suas propriedades antioxidantes, e aos grande benefícios que a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que o vegetal oferece, desde seu papel na prevenção ao câncer à sua capacidade para combater o colesterol. Mas exagerar na dose de brócolis – e de demais alimentos da família das crucíferas, como a couve, a couve-flor, o repolho e o agrião – pode não ser uma boa ideia para quem sofre de alterações na tireoide. E já que estamos no assunto: é verdade que também prejudicam os dentes?
Vamos por partes. A boa fama do brócolis é merecida. Agora que estão na moda os chamados “alimentos funcionais” – enriquecidos com fibras, ômega 3 ou fitosterois –, poderia se dizer que o brócolis “é um alimento natural que poderia passar por funcional”, como descreve o endocrinologista David Mariscal, diretor da Clínica Mariscal, em Madri. “Sua cor característica indica um alto conteúdo de pigmentos naturais e carotenoides. Possui substâncias identificadas como antioxidantes, que combatem os radicais livres. Seu alto conteúdo de vitaminas A, B, C, E e K fortalece o sistema imunológico, melhora a visão e previne as doenças vasculares. O brócolis também tem uma quantidade de fibras suficiente para evitar doenças do cólon. Por isso não deve faltar em nosso cardápio semanal. É definitivamente um exemplo de alimento saudável”.
Trata-se, no entanto, de uma função preventiva. Segundo um estudo do Instituto Linus Pauling da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, “um consumo muito alto de crucíferas causou hipotireoidismo em animais”. Mas, como conclusão, a pesquisa destaca que, se ingerido em quantidades moderadas, não há motivos para preocupações. “Um estudo em humanos demonstrou que o consumo diário de 150 gramas de couve-de-Bruxelas cozida, durante quatro semanas, não tem efeitos adversos sobre a função da tireoide”, revela o estudo.A pergunta é: quanto mais brócolis, melhor? Não, se você sofre de hipotireoidismo. Mariscal explica: “O brócolis, assim como a couve-flor, o repolho ou a couve, do grupo das crucíferas, apresenta substâncias que são responsáveis tanto por seu aroma quanto por seu sabor. Esses compostos têm a capacidade de bloquear a utilização e a absorção do iodo, e acabam assim retendo a atividade da glândula tireoide”.
O ato de cozinhar essas hortaliças minimiza ainda mais o risco. E é aqui que surge o segundo problema: o odor tão característico que se desprende de seu cozimento. Quando cozinhamos brócolis, não só a casa fica inundada pelo peculiar aroma, como todos os vizinhos ficam sabendo o que vamos jantar. Isso se deve aos compostos sulfúricos que o vegetal possui, que se liberam intensamente durante a ebulição. Se o cheiro incomoda demais, é possível aliviá-lo colocando algumas gotas de leite ou pedacinhos de aipo na água.
Crucífera com talo
Sua elevação a superalimento transformou o brócolis em um ingrediente estrela dos chamados sucos verdes, junto com o repolho, o aipo e a cenoura. Mas essas bebidas são tão benéficas quanto pintam? O primeiro mito que teria de ser derrubado é sua suposta capacidade de “limpar o organismo”. Como já nos explicou o nutricionista Aitor Sánchez, palavras como “depuração” ou “purga” são conceitos vazios e pouco rigorosos, “pois já temos órgãos como os rins ou o fígado, que filtram e mantêm o corpo como deve ser”. Uma bebida feita à base de brócolis também não vai ajudar a reduzir a câimbra nem serve para perder peso.
Sucos à parte, o modo como cozinhamos as verduras pode influir na força de nossos dentes. Um estudo da Universidade de Dundee (Reino Unido) revelou que, quando assadas no forno, sua acidez aumenta — e, consequentemente, seu caráter corrosivo —, em comparação com o preparo fervido ou refogado. O grau de acidez alcançado, disseram os pesquisadores, é comparável ao dos refrigerantes, pois o consumo excessivo de brócolis ao forno contribuiria para a erosão das peças dentais.
“Todo nosso aparelho mastigatório está desenhado para cortar, partir e moer. A dieta deve ser dura, seca e fibrosa. O consumo de vegetais crus fomenta a mastigação correta. Os dentistas recomendam que se aumente o consumo de verdura fresca, porque a consistência de uma verdura crua, a textura, faz com que o próprio alimento tenha um efeito de varrição sobre os dentes, e além disso aumente o fluxo de saliva, que protege contra as cáries”, acrescenta Irene Iglesias Rubio, diretora da clínica dental e-Boca, em Segóvia.
No entanto, o consumo de brócolis cru, segundo o Instituto de Nutrição de Puleva, é desaconselhado para pessoas com problemas de rim. Sendo assim, chegamos ao princípio da história: não há remédio senão cozinhá-lo e acender uma vela de lavanda. Porque, por mais que seu endócrino lhe diga o contrário, o lado obscuro do brócolis se manifesta, apenas, em um sabor... pouco sexy?

Aumente seu longão com sete dicas

Uma rotina de treinos ideal inclui um longão – a corrida com quilometragem maior que a usual ajuda a conquistar resistência e performance. E algumas dicas simples podem tem ajudar a aumentar a distância dessa atividade importante.
1. Diminua o ritmo
Ao rodar mais devagar, você vai economizar energia para os quilômetros adicionais. Procure um ritmo em que seja possível manter uma conversa – para começar, tente adicionar um minuto por quilômetro ao que já está habituado.
2. Trace minimetas
Divida sua corrida em setores com distâncias com que já esteja acostumado. Isso pode ajudar mentalmente o desafio de superar seus limites.
3. Vá com calma
O melhor jeito de evitar lesões e estafa é aumentar progressivamente a distância de seus treinos. Adicione até dois quilômetros por vez em seu longão.

4. Mantenha-se nutrido
Em corridas mais longas do que uma hora, sempre tenha um repositor nutricional rico em carboidratos e eletrólitos. Use-o pela primeira vez depois de 30 minutos de atividade e repita o processo a cada 15 ou 20 minutos para manter um nível constante de energia.
5. Treine em um percurso curto ou na esteira
Ao correr repetidamente em um trajeto curto, garante-se estar perto de postos de alimentação, banheiros e da linha de chegada. Assim, diminuem as chances de você ficar longe de casa se precisar parar seu longão inesperadamente. A esteira também atende bem a este propósito – se for utilizá-la, ajuste a inclinação em 1% ou 2% para simular a resistência do ar.
6. Caminhe
Se preciso, faça pausas para andar. Você ainda vai conseguir os benefícios de uma corrida constante e, de quebra, construir a resistência necessária para correr do início ao fim.
7. Programe-se
Escolha um dia por semana para tentar alcançar uma nova distância. Para treinar mais confortavelmente, escolha datas em que tenha tempo suficiente para concluir o longão em um ritmo confortável – por isso muitas os fins de semana funcionam bem para muitas pessoas.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

5 SIMPLES MANEIRAS DE AUMENTAR A SEROTONINA DO SEU CÉREBRO

A serotonina é um neurotransmissor que ajuda a equilibrar o humor e padrões de pensamento. Acredita-se que dá um impulso benéfico para a nossa regulação do humor, vida amorosa, apetite, sono, memória, aprendizagem e temperatura. Aqui estão algumas maneiras naturais e seguras de impulsionar seus níveis diários de serotonina.
Tenha em mente que o estresse e cortisol, um produto químico relacionado ao estresse, inibe a produção de serotonina e outros produtos químicos benéficos. Regular e reduzir o estresse em seu dia a dia  vai ajudar a maximizar os efeitos.

1. Cuidados pessoais

Aproveite o tempo para cuidar de si mesmo e do seu corpo. Você pode fazer isso com massagens, sauna, ioga, tempo de férias e outras atividades de redução de estresse  que você goste. Defina um tempo para desestressar produtivamente. Descansar e prestar atenção às suas necessidades é crucial para a remoção de cortisol e aumento da serotonina.

2. Obter mais complexos B e vitaminas

Vitaminas do complexo B são particularmente úteis na redução dos sintomas depressivos, diminuindo o comportamento neural errático no cérebro. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition mostrou que os sintomas de depressão foram significativamente aliviados por vitaminas do complexo B.
Vitaminas B6 e B12 são particularmente eficazes em melhorar o humor e a estabilidade. A ingestão regular deve ser em torno de 50 a 100 mg por dia. Para aumentar os efeitos em lidar com estresse, considera-se  tomar um ácido pantotênico.

3. Luz solar

A luz solar provoca a liberação ou o desenvolvimento de muitos produtos químicos benéficos em nosso corpo. Comece o dia com 15 a 20 minutos de sol para ver uma acentuada melhoria na sua produtividade e felicidade. A luz solar provoca a liberação e ativação de serotonina naturalmente. Usar protetor solar não atenua os efeitos da luz solar sobre a nossa química.

4. A sua ingestão de 5-HTP

Esta substância tem muitos efeitos surpreendentes e é uma adição inteligente para seu regime diário. Ela trata eficazmente a ansiedade, a depressão, a fibromialgia, a insônia e hipertensão. Uma dosagem de 100 a 400 miligramas deve ser tomada em intervalos ao longo do dia, às refeições. Vai demorar 4 a 6 semanas antes que os suplementos tenham qualquer efeito tangível.

5. Meditar

A meditação é uma obrigação para qualquer regime de saúde orientada para a saúde física e mental. O aumento da massa cinzenta, liberando substâncias químicas votos, ea construção de novas conexões neurais são apenas algumas das maneiras meditação ajuda o nosso humor e consciência.
Os efeitos da meditação podem ser sentidos imediatamente e só construídos com o tempo. Você não tem que se sentar por horas para obter seus benefícios. Porém tem que ficar consistente na prática diária. Reserve um tempo no início ou no final do seu dia e medite por um determinado período de tempo, 10 a 15 minutos devem ser suficientes.

Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

domingo, 30 de outubro de 2016

NEUROCIENTISTAS EXPLICAM COMO CORRER MUDA NOSSO CÉREBRO E AFETA O NOSSO PENSAMENTO


“Correr é um caminho para a autoconsciência e confiança – você pode empurrar-se a extremos e aprender a dura realidade de suas limitações físicas e mentais ou caminhar em silêncio por um caminho solitário assistindo a terra sob seus pés.” – Doris Brown Heritage.

Você está familiarizado com esse sentimento? Você tem uma visão sobre seu eu emocional e físico enquanto corre? Gostou da sensação do vento contra seu rosto e a liberdade de estar ao ar livre sozinho com seus pensamentos? Você pode sentir que após uma boa corrida sua mente está clara e pronta para absorver informações. Você também pode achar que a sua perspectiva é mais positiva depois de uma corrida, e que as coisas que te incomodavam você já não parecem tão ruins. Bem, seus sentimentos têm uma base científica. Uma pesquisa realizada no campo da neurociência mostra os efeitos do exercício aeróbico na clareza cognitiva e bem-estar emocional.

Novos neurônios seriam criados

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Costumava ser aceito que nós nascemos com uma certa quantidade de neurônios, e que no momento em que nos tornamos adultos os neurônios deixariam de ser criados. Isto, no entanto, foi provado como errado. Através de pesquisa em animais, foi descoberto que novos neurônios são continuamente produzidos no cérebro ao longo de toda a vida. Karen Postal, presidente da Academia Americana de Neuropsicologia Clínica diz que a única atividade mostrado para desencadear o nascimento destes novos neurônios é o exercício aeróbico vigoroso. “Se você está se exercitando e sua – cerca de 30 a 40 minutos – novas células cerebrais estão nascendo”, diz Postal. Então, suar na esteira ou a céu aberto está fazendo muito bem a seu cérebro e ajudando-o a permanecer mentalmente saudável pelos próximos anos.

Pessoas que correm podem se recuperar de emoções negativas mais rapidamente

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Em um estudo realizado por Emily Bernstein e Richard McNally, verificou-se que o exercício aeróbico pode ajudar a reduzir as emoções negativas. Bernstein é uma corredora e disse “eu noto que me sinto melhor quando estou ativa”. Ela queria descobrir o motivo e saber exatamente o efeito que o exercício tem sobre nós. O estudo se propôs a analisar a forma como o exercício altera o modo como as pessoas reagem às suas emoções. Os participantes foram orientados a se esticar ou correr durante 30 minutos e depois assistiram à cena final do filme de 1979, O Campeão. Os participantes, em seguida, relataram suas respostas emocionais. Verificou-se que aqueles que tinham corrido por 30 minutos se recuperaram mais rapidamente de sua experiência emocional triste do que aqueles que tinha apenas se esticado.

Memória de trabalho seria reforçada

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Um estudo recente intitulado: “Acute Aerobic Exercise Increases Cortical Activity during Working Memory: A Functional MRI Study in Female College Students” (Exercício Aeróbio Forte Aumenta Atividade Cortical durante Memória de Trabalho: Um estudo de ressonância magnética funcional em universitárias) mostra o efeito do exercício aeróbio sobre a função cognitiva. O estudo analisou o efeito de uma sessão de exercício aeróbio sobre a memória de trabalho. Quinze mulheres jovens participaram do estudo. Elas foram examinadas, após uma sessão de exercício agudo, usando um MRI (ressonância magnética), enquanto realizavam uma tarefa de memória de trabalho. Verificou-se que o córtex e o hemisfério frontal esquerdo mostraram sinais de melhoria nos processos de controle. A partir dessas constatações, os pesquisadores notaram que isso indica que: “exercício agudo poderia beneficiar a memória de trabalho em um nível macro-neural.” Assim, o estudo mostra uma ligação entre exercícios aeróbicos e melhoria na memória.

Conclusão

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Da próxima vez em que estiver em uma corrida, saiba que está fazendo-se um enorme bem. Você não está apenas ajudando o seu cérebro em um nível neurológico, também está trabalhando para melhorar a sua saúde emocional. Suas habilidades cognitivas, como a memória, serão melhoradas, e sua visão da vida provavelmente será mais positiva. Se você ainda não corre, pode querer tirar os tênis do armário e dar-lhes uma chance.

sábado, 29 de outubro de 2016

Por que você não deve pular o longão no fim de semana?

O treino de rodagem é a base de preparação para qualquer prova, seja ela de 5 km, 10 km ou maratona. Por isso, todo corredor, de iniciante a experiente, deve incluir o famoso longão em sua rotina de treino para ganhar performance, resistência e preparo mental.
Um treino de 6 km não pode ser considerado um treino longo? Pode, desde que essa quilometragem seja um pouco maior do que a que o atleta costuma fazer normalmente. “A estratégia varia de acordo com o objetivo do atleta, portanto sua duração vai ser diferente para cada corredor”, diz André Ricardo de Souza, sócio treinador da BRMOVE Treinamento Esportivo.
O longão nada mais é do que um treino de ritmo contínuo de longa duração que deve ser feito em ritmo leve ou moderado e constante. “Seu objetivo é estimular o sistema aeróbio, a capacidade cardíaca e respiratória, o sistema endócrino e também as fibras musculares de contração lenta e intermediárias”, explica o professor.
Evolução
Nenhum corredor deve se deixar levar pela empolgação. O aumento da quilometragem dos treinos de rodagem deve ser gradativo, respeitando sempre o período de adaptação e recuperação de cada um. “Nós, treinadores, temos algumas referências para saber se podemos aumentar ou não o volume semanal do atleta”, afirma André.
Preparação mental
Mais do que apenas um treinamento físico, o longão serve também como um treino psicológico, principalmente para quem vai encarar longas distâncias. Nesses treinos de rodagem que o corredor vai preparar sua mente para conseguir correr por tanto tempo.
“Mesmo que o atleta treine uma distância menor que sua prova alvo – 18 km em vez de 21 km, por exemplo –, se ele teve regularidade e disciplina durante o treinamento, ele conseguirá concluir o desfio tranquilamente. Seu corpo estará preparado para cobrir mais do que foi exigido na fase de treinamento”, explica o professor.
Recuperação
Segundo o treinador, o descanso é mais importante do que um treino bem feito na intensidade prevista e volume adequado. “É isso que diferencia um treino excelente de um treino para cumprir planilha”.
O atleta precisa ficar atento a alguns sinais do corpo nos próximos dias ou logo após o longão, como cansaço excessivo, falta de disposição e dores musculares persistentes. Esses sintomas podem sinalizar que o treino foi muito pesado para o nível do corredor e que ele precisa, portanto, diminuir a distância ou o ritmo e ter mais repouso.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Nutrição esportiva: qual suplemento é indicado para corredores

Quem corre, investe em uma alimentação saudável – e, em alguns casos, em suplementos alimentares para complementar a dieta. Muitos corredores ficam em dúvidas ao ver aqueles montes de potes gigantes nas prateleiras… quais deles podem realmente ajudar na corrida?
Mas, antes de encher a dispensa de potes de suplementos alimentares, não se esqueça: “É importante lembrar que os suplementos não substituem a dieta normal, eles participam como coadjuvantes para suprir as necessidades nutricionais de atletas e esportistas que, na maioria das vezes, não conseguem suprir a necessidade diária de nutrientes”, explica o nutricionista Humberto Nicastro.
Confira aqui alguns suplementos alimentares indicados para quem corre e quando utilizá-los:
Como suplementar para correr
Além dos carboidratos, das proteínas e gorduras, quem pratica a corrida de rua também precisa de ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 DHA e EPA, vitaminas, aminoácidos de rápida absorção e outros nutrientes relacionados diretamente com a proteção e o desempenho, que podem garantir o melhor desempenho esportivo.

Carboidratos – energia para a corrida
Carboidratos são a energia essencial para a corrida: não deixe de consumi-los. Antes dos treinos e competições, é primordial que se tenha energia suficiente para garantir um melhor desempenho e, consequentemente, retardar o início da fadiga. Durante o treino, géis de carboidrato ou outras bebidas isotônicas são indicados com o propósito de repor a energia de forma imediata, não sendo necessário esperar pela digestão de algum alimento para esse propósito.
Os mais conhecidos são a dextrose e a maltodextrina. Antes do treino, o carboidrato irá garantir que o corpo tenha as quantidades corretas de glicose para a prática segura de exercícios, poupando as proteínas teciduais e evitando a hipoglicemia. Depois do treino, ajuda a repor o glicogênio muscular, assim ela evita que as proteínas sejam utilizadas como fontes energéticas, favorece a absorção desta substância pelos músculos e contribui para a melhor recuperação muscular. Na hora da corrida, suplementos a base de carboidratos são mais interessantes do que de outras fontes alimentares, como o arroz ou o macarrão, porque sua absorção é mais rápida e seu consumo mais prático (em pó ou em gel).
Suplementos indicados:
Maltodextrina, gel de carboidrato, palatinose, dextrose.


Proteínas – músculos fortes para correr melhor
É importante considerar o tipo de proteína, pois alguns alimentos ricos em proteínas também contém alto índice de gorduras e podem ser de difícil digestão. Por isso, suplementos proteicos com digestão e absorção facilitada, como o whey protein, são bons e garantem o aporte proteico necessário para manutenção de massa muscular, associado a quantidade adequadas de carboidratos como o principal combustível energético.
O whey protein contém normalmente os 20 aminoácidos necessários ao organismo para a construção muscular. É voltado, principal­mente, para ganho de massa muscular (reparo e crescimento dos músculos pós-exercícios físicos). Mas atenção! Acima de 2g por kg de peso por dia ou em pessoas sem deficiência proteica, pode se transformar em gordura, visto que o organismo não elimina o excesso.
Compre aqui:  Whey Protein
Suplementos de aminoácidos – Os aminoácidos são as unidades básicas formadoras das proteínas e os suplementos são voltados especialmente para os tecidos musculares. Também auxiliam na construção muscular e no fornecimento de energia para as células musculares. Não precisam de metabolização hepática, o que facilita a oxidação diretamente no músculo. Os aminoácidos de cadeia ramificada ajudam a evitar a fadiga muscular, contribui para a recuperação no pós-treino e reduz a inflamação muscular devido as microlesões ocorridas durante o treino; e suplementar com aminoácido evita que a reserva energética muscular de aminoácidos seja usada.
BCAA são aminoácidos de cadeia ramificada (valina , leucina e isoleucina), de rápida absorção para o organismo. Significa brain chain aminoacids, e também são utilizados com objetivo de promover manutenção e ajudar na hipertrofia muscular. Quem corre, deve apostar no BCAA depois do treino.
Compre aqui: BCAA
Glutamina é um aminoácido natural produzido pelo organismo e essencial para promover o reparo e crescimento da integridade da mucosa intestinal conhecido como enterócitos. Melhora a imunidade, o que dá aquela ajuda extra na reparação muscular do corredor. Ainda não existe um consenso sobre o melhor horário para suplementar a glutamina, podendo ser bom tanto antes quanto depois – depende do seu objetivo e do horário de treino, por exemplo. Na dúvida, procure um nutricionista.


Outros suplementos indicados
Gorduras boas
Sim, todo corredor de longa distância sabe o valor de consumir gorduras boas para melhorar o rendimento e a recuperação muscular. Os ácidos graxos ômega 3 e 6 são ácidos graxos poli-insaturados obtidos por meio da dieta ou produzidos endogenamente a partir dos ácidos linoleico (n-6)  e alfa-linolênico (n-3), por ação de enzimas denominadas elongases e dessaturases.
Os ácidos graxos mais estudados são o ALA, o EPA e o DHA (Omega-3), sendo que o ALA está presente em produtos de origem vegetal como a linhaça, nozes e soja. O EPA e o DHA estão presentes nas algas marinhas e em quantidades significativas nos peixes e óleo de peixe. E nos suplementos alimentares de ômega 3. A dose diária atualmente recomendada de EPA + DHA é de cerca de 250 a 500 mg, o que pode ser obtida através de 1 ou 2 comprimidos por dia de óleo de peixe, de acordo com a marca que você escolher.

Probióticos e Antioxidantes
A atividade extenuante e a alimentação desregrada aumentam a colônia de bactérias ruins no intestino o que favorece a fadiga muscular, distensão abdominal, baixa imunidade, alergias respiratórias e cutâneas, e quando se tem um intestino com bactérias boas a chance dessas alterações são menores. Por isso, a suplementação com probióticos é indicada, para regularizar as bactérias do intestino e aumentar a imunidade do organismo. O mesmo com os antioxidantes, que ajudam a melhorar a saúde do organismo, combatendo os radicais livres e o envelhecimento precoce das células.
DICAS DE SUPLEMENTAÇÃO
Antes do treino
Durante o dia, aprenda a combinar os alimentos e suplementos. Por exemplo, comer só frutas nos intervalos das refeições não é o mais indicado. Adicione uma fibra, por exemplo, para não aumentar rapidamente o índice glicêmico, e uma dose de proteína (um iogurte, um whey, uma barrinha de proteínas). Fruta é saudável sim, mas não devemos comer apenas frutas o dia todo.
Durante a corrida
Alguns estudos afirmam que, em provas longas, o acréscimo de proteína na bebida que contém carboidratos (4:1) pode prolongar o período de tempo até o surgimento da fadiga e até reduzir o dano muscular , em comparação com suplementação feita durante o exercício apenas com carboidrato. Recomenda-se também a ingestão de 150-250 mL de água a cada 15 minutos de exercício, para manter-se hidratado durante todo o percurso.
Depois de correr
Alguns estudos mostram que depois de 30 minutos de praticar qualquer exercício, o organismo consegue absorver melhor os nutrientes, é a tal chamada janela anabólica.  Então, após uma corrida de longa duração, consuma carboidratos de alto índice glicêmico juntamente com uma proteína. A ingestão de proteína após o exercício é recomendada também para reparo do dano tecidual induzido pelo exercício. A proteína do soro do leite ajuda na recuperação muscular e na diminuição do catabolismo proteico (destruição de massa magra) após atividade física.

Fontes: Optimum Nutrition – Dra. Alessandra Feltro e Dr. Felipe Donatto; Dr Pedro Assed, mestre em endocrinologia pela UFRJ e membro da SBEM; Helton Finocchio, nutricionista esportivo da Clínica Andrea Santa Rosa
https://www.ativo.com/nutricao/qual-suplemento-alimentar/

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Conheça seu tipo físico e potencialize seu treino

Algumas pessoas podem comer o que quiserem que elas permanecem sempre magras. Já outras, não fazem nenhuma atividade física e possuem aquele corpo atlético de dar inveja. E tem também as que malham muito, vivem na dieta e não conseguem emagrecer. Essas características não têm a ver com sorte, mas sim com o tipo físico de cada um.
Existem três tipos corpóreos: endomorfo, ectomorfo e mesomorfo. Eles são influenciados pela genética e determinam não apenas o formato do corpo (ombros largos, cintura estreita, braços compridos etc.), como também sua composição, ou seja, a facilidade de ganhar ou perder massa magra e gordura.
O personal trainer Robson Donato, da academia Compettion, explica que, seja qual for o objetivo da pessoa – perder gordura, ganhar massa magra ou as duas coisas –, é importante que ela saiba qual o seu biotipo. “Dessa forma, fica mais fácil atingir as expectativas, pois o corpo da pessoa estará recebendo os estímulos certos que ele precisa”.
Abaixo, as características de cada tipo físico, e o treino de musculação e a dieta mais indicados para cada um:
1) Endomorfo: Possuem ombros, cintura e quadril largos, ou seja, são indivíduos com o corpo reto. Costumam ser de baixa estatura e contornos arredondados. Apesar de não terem muita dificuldade em ganhar massa magra, têm muita facilidade em estocar gordura, o que os deixa predispostos ao sobrepeso. “Importante destacar, contudo, que nem toda pessoa acima do peso é necessariamente um endomorfo”, explica Robson.
Treinamento: Segundo o treinador, os treinos devem ser de intensidade alta e volume médio, com foco na perda de gordura. “Treinos aeróbicos excessivos devem ser evitados, pois podem fazer com que o atleta ultrapasse seu limite e acabe perdendo não só gordura, como também massa magra”.
Dieta: Como existe uma tendência em ganhar peso, a dieta deve ser hipocalórica para evitar que a ingestão de calorias extras.

2) Ectomorfo: Pessoas naturalmente magras, com corpo estreito e membros longos e lineares. Possuem um metabolismo acelerado e, portanto, apresentam dificuldade para ganhar peso e massa magra.
Treinamento: O treino muscular deve ser focado no ganho de massa magra e, portanto, ter maior intensidade. “É preciso ficar atento, contudo, ao tempo de descanso. Os intervalos entre os exercícios e também entre os treinos devem ser maiores”, alerta Robson.
Por causa de sua biomecânica, os ectomorfos costumam ter maior dificuldade em realizar alguns movimentos, como supino e agachamentos, o que requer um cuidado maior com a postura durante a execução.
Dieta: Aposte nas dietas hipercalóricas, porém direcionadas ao ganho de massa magra.

3) Mesomorfo: Corpo musculoso e atlético, ombros e peitos largos, cintura fina e pernas fortes. São naturalmente fortes e com baixo percentual de gordura. Possuem maior facilidade tanto para ganhar massa magra quanto para controlar a perda de gordura.
Treinamento: Não requerem um trabalho diferenciado, pois respondem bem a qualquer tipo de treinamento. Por suportarem um maior volume e frequência de treino, conseguem ter um melhor avanço e possuem menos chance de sofrer com o overtraining. “Isso não quer dizer que são invencíveis. Possuem risco de lesão como qualquer outra pessoa”, diz o professor.
Dieta: A alimentação não costuma ser um fator preocupante, mas deve ser balanceada como outra qualquer.