Desde que o marqueteiro João Santana foi preso, a hipótese de cassação dos mandatos de Dilma Rousseff e Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral voltou a ser um tema rotineiro nas conversas subterrâneas de Brasília. Nos últimos dias, os diálogos passaram a incluir um fantasma novo: o risco de a crise política desaguar numa eleição presidencial indireta, decidida no Congresso Nacional.
Levantamento feito por um ministro do TSE constatou que o tribunal consumiu uma média de dois anos para julgar os pedidos de cassação de governadores. Aplicando-se a mesma dinâmica aos processos que questionam a legitimidade da chapa Dilma-Temer, o veredicto só viria em 2017. Se isso acontecer, a presidente e o vice estarão a dois anos de concluir seus mandatos.
Indo à Constituição, lê-se no artigo 81: “Vagando os cargos de presidente e vice-presidente da República, far-se-á eleição 90 dias depois de aberta a última vaga.” Descendo até o parágrafo 1º desse mesmo artigo, lê-se o seguinte: “Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita 30 dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.”
Quer dizer: só haveria a convocação de novas eleições, como deseja o PSDB de Aécio Neves, se a cassação dos mandatos ocorresse ainda neste ano de 2016. A partir de 2017, o eventual afastamento de Dilma e Temer transferiria para o Congresso a responsabilidade de escolher os substitutos. Com um complicador: de acordo com o texto constitucional, o Legislativo teria um mês para organizar a eleição indireta “na forma da lei”. Mas não existe lei regulamentando essa matéria.
Entre os políticos que incluíram o risco das eleições indiretas em suas conjecturas estão o próprio vice-presidente Michel Temer e o tucano Aécio Neves. Temer chegou a fazer consultas informais a ministros do TSE. No dialeto de Brasília, dá-se a esse tipo de consulta o nome jocoso de ‘embargos auriculares’. São sussurados junto à orelha dos magistrados.
O PSDB protocolou quatro processos contra a chapa encabeçada por Dilma na sucessão de 2014. No principal deles, a presidente e seu vice são acusados de abuso do poder econômico e político. Anexaram-se a essa ação depoimentos como o do delator Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, que disse ter borrifado nas arcas do comitê de Dilma R$ 7,5 milhões em verbas roubadas da Petrobras. Deve ser juntado também aos autos o papelório que indica o repasse de verbas sujas de óleo para João Santana, o mago das campanhas presidenciais do PT.
Chama-se Maria Thereza de Assis Moura a relatora das ações contra Dilma e Temer no TSE. O mandato da ministra termina no próximo mês de setembro. Ainda que ela consiga concluir seu relatório antes de limpar as gavetas, as defesas da presidente e do vice tentarão protelar o julgamento. Se condenados, os dois recorrerão ao Supremo Tribunal Federal.
Os adversários de Dilma dispõem de um mecanismo alternativo para apressar a saída da presidente: o impeachment. Por esse mecanismo, apenas Dilma seria afastada. Temer assumiria a Presidência. O processo está empacado, à espera do julgamento de recursos da Câmara contra o rito de tramitação fixado pelo STF.
De resto, faltam à oposição e ao pedaço dissidente do PMDB unidade de ação e votos no plenário da Câmara. Num ponto, todos concordam: sem o ronco do asfalto, o impedimento da presidente da República não passará.
Em privado, ministros do TSE e do STF mencionam fatores que conspiram a favor de Dilma: presidem a Câmara e o Senado Eduardo Cunha e Renan Calheiros, dois personagens encrencados na Lava Jato. Perambulam pelos corredores do Congresso quatro dezenas de congressistas com contas a ajustar no escândalo da Petrobras. Essa gente participará das decisões sobre o impeachment ou, eventualmente, do processo de eleicão presidencial indireta.
Josias de Souza 01/03/2016 03:33
terça-feira, 1 de março de 2016
Deputados custam R$ 1 bilhão por ano ao contribuinte
Salário de R$ 33.763, auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 92 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.416,80 a R$ 45.240,67 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimento de gastos com médicos. Esses são os principais benefícios de um deputado federal brasileiro, que somam R$ 168,6 mil por mês. Juntos, os 513 custam, em média, R$ 86 milhões ao contribuinte todo mês. Ou R$ 1 bilhão por ano. Os dados são de levantamento do Congresso em Foco com base nos valores atualizados dos benefícios dos parlamentares na Câmara (veja a lista abaixo).
No último dia 18, em decisão administrativa, a Mesa Diretora decidiu diminuir os gastos com assinatura de veículos de imprensa e, por outro lado, aumentar em R$ 2,3 milhões o valor anual da verba destinada à cota parlamentar – verba pública que deputados usam com gastos como alimentação, combustível e passagens aéreas. Os valores de ambas as despesas são semelhantes, o que sugere uma escolha na aplicação orçamentária – no ano passado, R$ 1,96 milhão foi consumido com a compra de jornais e revistas. Como foi uma deliberação interna, a medida não precisa passar pela análise dos 513 deputados.
O aumento na verba de mandato vai custar aos cofres públicos mais R$ 371,86 por mês para cada um dos 513 deputados – que, a depender dos estados que representam, recebem entre R$ 30 mil e R$ 45 mil a título de cota parlamentar. A decisão foi da Mesa Diretora da Câmara, encabeçada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que alega não haver aumento de gastos, mas redistribuição de valores.
Além de jornais e revistas, a Casa resolveu cortar o fornecimento de materiais de escritório para os gabinetes (papel-ofício, etiquetas, envelopes etc). No comunicado aos deputados, a Câmara diz que a medida vai ter positivo impacto ambiental devido à redução de papéis utilizados, e lembra que os parlamentares podem usar a cota para repor as assinaturas.
Veja a tabela de benefícios (até fevereiro de 2016):
Benefício Média mensal Por ano
Salário R$ 33.763,00 R$ 438.919,00
Ajuda de custo (1) R$ 1.406,79 R$ 16.881,50
Cotão (2) R$ 39.884,31 R$ 478.611,67
Auxílio-moradia (3) R$ 1.608,34 R$ 19.300,16
Verba de gabinete para até 25 funcionários R$ 92.000 R$ 1.104.000,00
Total de um deputado R$ 168.662,44 R$ 2.023.949,28
Total dos 513 deputados R$ 86.523.831,72 R$ 1.038.285.980,64
Carros oficiais. São 11 carros para uso dos seguintes deputados: o presidente da Câmara; os outros 6 integrantes da Mesa (vice e secretários, mas não os suplentes); o procurador parlamentar; a procuradora da Mulher; o ouvidor da Casa; e o presidente do Conselho de Ética.
OBSERVAÇÕES
(1) Ajuda de custo. O 14º e o 15º salários foram extintos em 2013, restando apenas a ajuda de custo. O valor remanescente se refere à média anual do valor dessa ajuda de custo, que é paga apenas duas vezes em 4 anos.
(2) Cotão. Valor se refere à média dos 513 deputados, consideradas as diferenças entre estados. A média não computa adicional de R$ 1.353,04 devido a líderes e vice-líderes partidários. O Cotão inclui passagens aéreas, fretamento de aeronaves, alimentação do parlamentar, cota postal e telefônica, combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação do mandato, aluguel e demais despesas de escritórios políticos, assinatura de publicações e serviços de TV e internet, contratação de serviços de segurança. O telefone dos imóveis funcionais está fora do cotão: é de uso livre, sem franquia. O cotão varia, de estado para estado, de R$ 30,4 mil a R$ 45,2 mil, conforme a relação abaixo (valores em R$):
AC 44.260,60
AL 40.572,24
AM 43.198,26
AP 43.002,92
BA 38.638,99
CE 42.079,91
DF 30.416,80
ES 37.052,05
GO 35.135,20
MA 41.779,83
MG 35.720,85
MS 40.170,98
MT 39.056,17
PA 41.855,59
PB 41.660,70
PE 41.304,94
PI 40.599,91
PR 38.500,00
RJ 35.388,11
RN 42.360,13
RO 43.300,63
RR 45.240,67
RS 40.504,04
SC 39.505,92
SE 39.767,40
SP 36.671,67
TO 39.131,75
(3) Auxílio-moradia. O valor indicado representa a média de gastos de acordo com o uso do benefício em cada época. Atualmente, o valor é de R$ 4.253,00. Mas só quem não usa apartamento funcional tem direito ao benefício. Atualmente, 319 deputados ocupam os apartamentos localizados na Asa Sul e na Asa Norte.
No último dia 18, em decisão administrativa, a Mesa Diretora decidiu diminuir os gastos com assinatura de veículos de imprensa e, por outro lado, aumentar em R$ 2,3 milhões o valor anual da verba destinada à cota parlamentar – verba pública que deputados usam com gastos como alimentação, combustível e passagens aéreas. Os valores de ambas as despesas são semelhantes, o que sugere uma escolha na aplicação orçamentária – no ano passado, R$ 1,96 milhão foi consumido com a compra de jornais e revistas. Como foi uma deliberação interna, a medida não precisa passar pela análise dos 513 deputados.
O aumento na verba de mandato vai custar aos cofres públicos mais R$ 371,86 por mês para cada um dos 513 deputados – que, a depender dos estados que representam, recebem entre R$ 30 mil e R$ 45 mil a título de cota parlamentar. A decisão foi da Mesa Diretora da Câmara, encabeçada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que alega não haver aumento de gastos, mas redistribuição de valores.
Além de jornais e revistas, a Casa resolveu cortar o fornecimento de materiais de escritório para os gabinetes (papel-ofício, etiquetas, envelopes etc). No comunicado aos deputados, a Câmara diz que a medida vai ter positivo impacto ambiental devido à redução de papéis utilizados, e lembra que os parlamentares podem usar a cota para repor as assinaturas.
Veja a tabela de benefícios (até fevereiro de 2016):
Benefício Média mensal Por ano
Salário R$ 33.763,00 R$ 438.919,00
Ajuda de custo (1) R$ 1.406,79 R$ 16.881,50
Cotão (2) R$ 39.884,31 R$ 478.611,67
Auxílio-moradia (3) R$ 1.608,34 R$ 19.300,16
Verba de gabinete para até 25 funcionários R$ 92.000 R$ 1.104.000,00
Total de um deputado R$ 168.662,44 R$ 2.023.949,28
Total dos 513 deputados R$ 86.523.831,72 R$ 1.038.285.980,64
Carros oficiais. São 11 carros para uso dos seguintes deputados: o presidente da Câmara; os outros 6 integrantes da Mesa (vice e secretários, mas não os suplentes); o procurador parlamentar; a procuradora da Mulher; o ouvidor da Casa; e o presidente do Conselho de Ética.
OBSERVAÇÕES
(1) Ajuda de custo. O 14º e o 15º salários foram extintos em 2013, restando apenas a ajuda de custo. O valor remanescente se refere à média anual do valor dessa ajuda de custo, que é paga apenas duas vezes em 4 anos.
(2) Cotão. Valor se refere à média dos 513 deputados, consideradas as diferenças entre estados. A média não computa adicional de R$ 1.353,04 devido a líderes e vice-líderes partidários. O Cotão inclui passagens aéreas, fretamento de aeronaves, alimentação do parlamentar, cota postal e telefônica, combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação do mandato, aluguel e demais despesas de escritórios políticos, assinatura de publicações e serviços de TV e internet, contratação de serviços de segurança. O telefone dos imóveis funcionais está fora do cotão: é de uso livre, sem franquia. O cotão varia, de estado para estado, de R$ 30,4 mil a R$ 45,2 mil, conforme a relação abaixo (valores em R$):
AC 44.260,60
AL 40.572,24
AM 43.198,26
AP 43.002,92
BA 38.638,99
CE 42.079,91
DF 30.416,80
ES 37.052,05
GO 35.135,20
MA 41.779,83
MG 35.720,85
MS 40.170,98
MT 39.056,17
PA 41.855,59
PB 41.660,70
PE 41.304,94
PI 40.599,91
PR 38.500,00
RJ 35.388,11
RN 42.360,13
RO 43.300,63
RR 45.240,67
RS 40.504,04
SC 39.505,92
SE 39.767,40
SP 36.671,67
TO 39.131,75
(3) Auxílio-moradia. O valor indicado representa a média de gastos de acordo com o uso do benefício em cada época. Atualmente, o valor é de R$ 4.253,00. Mas só quem não usa apartamento funcional tem direito ao benefício. Atualmente, 319 deputados ocupam os apartamentos localizados na Asa Sul e na Asa Norte.
(4) Saúde. Os deputados só são ressarcidos em serviços médicos que não puderem ser prestados no Departamento Médico (Demed) da Câmara, em Brasília.
Além do salário de R$ 33,7 mil, parlamentares têm direito a ajuda de custo, cotão, auxílio moradia e verba de gabinete para até 25 funcionários. Valor…
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Defesa afirma que Lula só pode ser investigado após decisão do STF
Em nota, Instituto Lula diz que andamento de investigações contra ex-presidente por parte do Ministério Público de São Paulo ou pela Lava Jato sem manifestação prévia do Supremo é “afronta” à mais alta corte do país
LULA SE JULGA ACIMA DA LEI
A defesa do ex-presidente Lula diz que o petista não pode ser investigado pela Operação Lava Jato nem pelo Ministério Público de São Paulo enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não decidir a quem cabe apurar as denúncias relacionadas ao sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), e ao triplex do Guarujá (SP). Em nota divulgada à imprensa, o Instituto Lula classifica como “afronta” ao Supremo o andamento das investigações sem a manifestação prévia da mais alta corte do país.
Em manifestação encaminhada ao STF, os procuradores da Lava Jato confirmaram ontem que apuram se o ex-presidente recebeu vantagens indevidas ainda no exercício de seu mandato. “Os mesmos fatos e os mesmos supostos delitos estão sendo investigados tanto pelo Ministério Público de São Paulo quanto pelo Ministério Público da União, o que a lei não permite”, alega a defesa de Lula.
Segundo o Instituto Lula, o ex-presidente não teme ser investigado, mas “mas repudia o arbítrio e o abuso de autoridade contra qualquer cidadão”. “Enquanto não houver tal decisão, nem o Ministério Público de São Paulo nem o Ministério Público Federal adotarão medidas invasivas ou atos de consequências irreversíveis, o que seria uma afronta à mais alta corte do país”, acrescenta o comunicado.
Ontem o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba, enviou documento ao Supremo confirmando que Lula é investigado sobre supostas vantagens indevidas “durante seu mandato presidencial”. Essas vantagens, suspeita o Ministério Público Federal, foram “materializadas” com os imóveis em Atibaia e Guarujá, cujas obras foram tocadas empreiteiras investigadas pela operação.
A manifestação foi enviada por causa da ação protocolada pelos advogados de Lula no STF na sexta-feira passada que pede que o tribunal defina qual Ministério Público deve investigá-lo.
Ainda nessa segunda-feira, a defesa de Lula entrou com um habeas corpus preventivo no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para evitar que ele e sua esposa, Marisa Letícia, sejam conduzidos, de maneira coercitiva, para prestar depoimento no Ministério Público de São Paulo. Lula foi citado há alguns dias para prestar esclarecimentos sobre o triplex em Guarujá que foi reformado pela empreiteira OAS e que seria adquirido pela mulher dele. À noite, o Ministério Público paulista informou que houve um “erro” na ameaça de condução coercitiva.
Os advogados de Lula alegam, ainda, que o documento enviado por Dallagnol ao Supremo é baseado em “mera reportagem – ainda por cima errônea – da suspeitíssima revista Veja”. “Não é temerário, no estado democrático, buscar a Justiça, socorrer-se do bom Direito. Temerário é acusar alguém de ‘supostamente ter auferido vantagens’ a partir de meras ilações, sem dar-lhe conhecimento dos fatos e direito ao contraditório. Seja ele um ex-presidente da República ou um cidadão comum.”
Leia a nota da defesa de Lula:
“Defesa de Lula espera que STF não seja afrontado
1) A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confia que o Supremo Tribunal Federal decidirá, no prazo mais breve possível, a quem compete investigar supostos fatos relacionados ao sítio Santa Bárbara. Lula não tem o que esconder nem teme ser investigado, mas repudia o arbítrio e o abuso de autoridade contra qualquer cidadão.
2) Confia também que, enquanto não houver tal decisão, nem o Ministério Público de São Paulo nem o Ministério Público Federal adotarão medidas invasivas ou atos de consequências irreversíveis, o que seria uma afronta à mais alta corte do país.
3) A manifestação dos Procuradores da Lava Jato, encaminhada hoje ao STF, não muda a realidade: os mesmos fatos e os mesmos supostos delitos estão sendo investigados tanto pelo Ministério Público de São Paulo quanto pelo Ministério Público da União, o que a lei não permite.
4) Mesmo não tendo sido mencionadas na portaria de abertura do PIC 94.2.7273/2015 do MPSP, as obras no sítio Santa Bárbara foram objeto exclusivo de interrogatório das testemunhas Igenes Irrigaray e Adriano Fernandes dos Anjos, entre outras, ouvidos pessoalmente pelo promotor Cássio Conserino em Dourados (MS), conforme documentos anexos à nota divulgada pelo Instituto Lula em 27 de fevereiro (http://www.institutolula.org/lula-pede-ao-stf-para-decidir-… ).
5) O fato de ter recebido designação do Procurador-Geral da República para proceder sobre Notícia de Fato referente ao Sítio Santa Bárbara não torna a Força Tarefa da Lava Jato nem a 13a. Vara Federal de Curitiba destinatárias universais da prestação jurisdicional no País. Tampouco as torna isentas de contestações nos foros adequados.
6) É contraditória, para dizer o mínimo, a argumentação dos procuradores da Lava Jato de que seria temerária a aceitação da ação de conflito de atribuições com base em notícias de imprensa. Na petição de hoje, revela-se afinal que o PIC 1.25.00.003350-2015-98, foi instaurado pelos mesmos procuradores com base em mera reportagem – ainda por cima errônea – da suspeitíssima revista Veja.
7) Não é temerário, no estado democrático, buscar a Justiça, socorrer-se do bom Direito. Temerário é acusar alguém de “supostamente ter auferido vantagens” a partir de meras ilações, sem dar-lhe conhecimento dos fatos e direito ao contraditório. Seja ele um ex-presidente da República ou um cidadão comum.”
A defesa do ex-presidente Lula diz que o petista não pode ser investigado pela Operação Lava Jato nem pelo Ministério Público de São Paulo enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não decidir a quem cabe apurar as denúncias relacionadas ao sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), e ao triplex do Guarujá (SP). Em nota divulgada à imprensa, o Instituto Lula classifica como “afronta” ao Supremo o andamento das investigações sem a manifestação prévia da mais alta corte do país.
Em manifestação encaminhada ao STF, os procuradores da Lava Jato confirmaram ontem que apuram se o ex-presidente recebeu vantagens indevidas ainda no exercício de seu mandato. “Os mesmos fatos e os mesmos supostos delitos estão sendo investigados tanto pelo Ministério Público de São Paulo quanto pelo Ministério Público da União, o que a lei não permite”, alega a defesa de Lula.
Segundo o Instituto Lula, o ex-presidente não teme ser investigado, mas “mas repudia o arbítrio e o abuso de autoridade contra qualquer cidadão”. “Enquanto não houver tal decisão, nem o Ministério Público de São Paulo nem o Ministério Público Federal adotarão medidas invasivas ou atos de consequências irreversíveis, o que seria uma afronta à mais alta corte do país”, acrescenta o comunicado.
Ontem o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba, enviou documento ao Supremo confirmando que Lula é investigado sobre supostas vantagens indevidas “durante seu mandato presidencial”. Essas vantagens, suspeita o Ministério Público Federal, foram “materializadas” com os imóveis em Atibaia e Guarujá, cujas obras foram tocadas empreiteiras investigadas pela operação.
A manifestação foi enviada por causa da ação protocolada pelos advogados de Lula no STF na sexta-feira passada que pede que o tribunal defina qual Ministério Público deve investigá-lo.
Ainda nessa segunda-feira, a defesa de Lula entrou com um habeas corpus preventivo no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para evitar que ele e sua esposa, Marisa Letícia, sejam conduzidos, de maneira coercitiva, para prestar depoimento no Ministério Público de São Paulo. Lula foi citado há alguns dias para prestar esclarecimentos sobre o triplex em Guarujá que foi reformado pela empreiteira OAS e que seria adquirido pela mulher dele. À noite, o Ministério Público paulista informou que houve um “erro” na ameaça de condução coercitiva.
Os advogados de Lula alegam, ainda, que o documento enviado por Dallagnol ao Supremo é baseado em “mera reportagem – ainda por cima errônea – da suspeitíssima revista Veja”. “Não é temerário, no estado democrático, buscar a Justiça, socorrer-se do bom Direito. Temerário é acusar alguém de ‘supostamente ter auferido vantagens’ a partir de meras ilações, sem dar-lhe conhecimento dos fatos e direito ao contraditório. Seja ele um ex-presidente da República ou um cidadão comum.”
Leia a nota da defesa de Lula:
“Defesa de Lula espera que STF não seja afrontado
1) A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confia que o Supremo Tribunal Federal decidirá, no prazo mais breve possível, a quem compete investigar supostos fatos relacionados ao sítio Santa Bárbara. Lula não tem o que esconder nem teme ser investigado, mas repudia o arbítrio e o abuso de autoridade contra qualquer cidadão.
2) Confia também que, enquanto não houver tal decisão, nem o Ministério Público de São Paulo nem o Ministério Público Federal adotarão medidas invasivas ou atos de consequências irreversíveis, o que seria uma afronta à mais alta corte do país.
3) A manifestação dos Procuradores da Lava Jato, encaminhada hoje ao STF, não muda a realidade: os mesmos fatos e os mesmos supostos delitos estão sendo investigados tanto pelo Ministério Público de São Paulo quanto pelo Ministério Público da União, o que a lei não permite.
4) Mesmo não tendo sido mencionadas na portaria de abertura do PIC 94.2.7273/2015 do MPSP, as obras no sítio Santa Bárbara foram objeto exclusivo de interrogatório das testemunhas Igenes Irrigaray e Adriano Fernandes dos Anjos, entre outras, ouvidos pessoalmente pelo promotor Cássio Conserino em Dourados (MS), conforme documentos anexos à nota divulgada pelo Instituto Lula em 27 de fevereiro (http://www.institutolula.org/lula-pede-ao-stf-para-decidir-… ).
5) O fato de ter recebido designação do Procurador-Geral da República para proceder sobre Notícia de Fato referente ao Sítio Santa Bárbara não torna a Força Tarefa da Lava Jato nem a 13a. Vara Federal de Curitiba destinatárias universais da prestação jurisdicional no País. Tampouco as torna isentas de contestações nos foros adequados.
6) É contraditória, para dizer o mínimo, a argumentação dos procuradores da Lava Jato de que seria temerária a aceitação da ação de conflito de atribuições com base em notícias de imprensa. Na petição de hoje, revela-se afinal que o PIC 1.25.00.003350-2015-98, foi instaurado pelos mesmos procuradores com base em mera reportagem – ainda por cima errônea – da suspeitíssima revista Veja.
7) Não é temerário, no estado democrático, buscar a Justiça, socorrer-se do bom Direito. Temerário é acusar alguém de “supostamente ter auferido vantagens” a partir de meras ilações, sem dar-lhe conhecimento dos fatos e direito ao contraditório. Seja ele um ex-presidente da República ou um cidadão comum.”
Em nota, Instituto Lula diz que andamento de investigações contra ex-presidente por parte do MP de São Paulo ou pela Lava Jato sem manifestação prévia do STF é "afronta" à mais alta corte do paíshttp://bit.ly/1L1Rf3p
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Para oposição, saída de Cardozo expõe pressão do PT para controlar PF
Líderes da oposição criticaram nesta segunda-feira a demissão do ministro José Eduardo Cardozo do comando do Ministério da Justiça. Para os líderes, a saída de Cardozo expõe a pressão de petistas e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Polícia Federal que investiga o próprio Lula. Para a oposição, a mudança é preocupante e enfraquece a presidente Dilma Rousseff. Os líderes afirmam que qualquer tipo de ingerência sobre a Polícia Federal será denunciada e rechaçada.
— O que o PT e Lula querem é que o ministro da Justiça controle as atividades da Polícia Federal e as investigações que atingem membros do governo e do partido. Sem ter como se explicar, os investigados querem impor uma mordaça aos investigadores. Típico daqueles que são autoritários e querem colocar o Estado a serviço deles — crticou o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), acrescentando:— É inadmissível e condenável qualquer tentativa de interferência nas atividades da PF e da Justiça, que prestam hoje um extraordinário serviço à sociedade ao expor os esqueletos que o PT quis esconder. Agora, resta saber se a presidente Dilma mentiu mais uma vez aos brasileiros, ao dizer que não governa só para o PT.
O líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), disse que ficará atento a qualquer tentativa de "sufocação orçamentária" da Polícia Federal:
— A saída de Cardozo é uma exigência do Lula que está sendo investigado pela PF. Cardozo está sendo removido, porque não tinha ingerência sobre a PF. Vamos ficar alertas e evitar o esvaziamento do orçamento da PF, que tem que manter sua independência. Não há como controlar as ações da PF, que tem independência, mas podem tentar agir promovendo a sufocação orçamentária do órgão.
O líder do DEM defende que o novo ministro da Justiça, Welligton César Lima e Silva, que foi procurador geral da Justiça da Bahia, mantenha a postura de estado e não partidária no comando da pasta. O líder tucano destaca que a saída de Cardozo ocorre logo depois das declarações de Lula, durante evento do PT, de que está sendo perseguido pela Polícia Federal e o Ministério Público.
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) também criticou a mudança:
- A insistência do PT e de Lula para que o ministro da Justiça interfira no andamento das investigações contra o partido constrange e envergonha o país. A sociedade estará atenta e não vai admitir qualquer golpe contra a Lava-Jato. Essa ação do PT revolta a população e dá mais um incentivo para lotar as manifestações do dia 13 de março - afirmou o senador Ronaldo Caiado.
O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), também relaciona a saída de Cardozo à pressão do PT que tem vários integrantes na mira da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça brasileira. Na avaliação do parlamentar, o partido de Dilma Rousseff quer afastá-lo para transformar a Polícia Federal numa polícia política.
— No PT, a lógica é inversa: quem está atrás das grades ou na iminência de parar lá é tratado como herói. Já quem se posiciona no sentido de cumprir a lei, que parece ser o caso do atual ministro, é alvo de pressões políticas para deixar o cargo. Ou seja, estamos diante de uma ação do partido de Dilma para cortar a cabeça de Cardozo e transformar a PF em um órgão político — criticou Bueno.
Para o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), um dos poucos méritos de Dilma era o de não interferir nos trabalhos da Polícia Federal e do Ministério Público, rejeitando a pressão dos petistas. O tucano disse esperar que a troca não simbolize mudança de rumo neste comportamento.
— Espero que a saída do ministro José Eduardo Cardozo não signifique que a presidente tenha sucumbido a esta pressão e passe agora a querer interferir de alguma maneira no trabalho dessas duas instituições. É preocupante, no entanto, verificar que o próprio ex-ministro admita que sua saída tenha a ver com a pressão petista em torno das investigações sobre o ex-presidente Lula. A autonomia da PF e do MP precisam ser preservadas — disse Paulo Bauer.
AÉCIO DIZ QUE PAÍS NÃO ACEITARÁ INTERFERERRÊNCIA
Em seu perfil nas redes sociais, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que o país não aceitará interferência na autonomia da Polícia Federal : " Acompanhamos com enorme atenção as mudanças no Ministério da Justiça, especialmente porque ocorrem justamente no momento em que o PT aumenta suas cobranças ao governo e aprofunda suas criticas à Operação Lava Jato. O país não aceitará qualquer tentativa de interferência na autonomia da Policia Federal ou de cerceamento das nossas instituições."
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) criticou a saída de José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça, mas afirmou acreditar que a mudança no comando da pasta, que ficará a cargo de um aliado do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, não interferirá nas investigações da Lava-Jato.
— Além de arrogância, é uma burrice, porque a Polícia Federal não se controla. A Polícia Federal tem um padrão de conduta estabelecido, deixou de ser um instrumento político. As pressões que o PT fazia sobre o ministro decorrem da incompreensão sobre o papel dele e das instituições democráticas. Eles se habituaram a achar que o estado serve a eles. Mas, a Lava-Jato é um trem bala a 300 quilômetros por hora, ninguém vai segurá-la — disse o tucano.
— O que o PT e Lula querem é que o ministro da Justiça controle as atividades da Polícia Federal e as investigações que atingem membros do governo e do partido. Sem ter como se explicar, os investigados querem impor uma mordaça aos investigadores. Típico daqueles que são autoritários e querem colocar o Estado a serviço deles — crticou o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), acrescentando:— É inadmissível e condenável qualquer tentativa de interferência nas atividades da PF e da Justiça, que prestam hoje um extraordinário serviço à sociedade ao expor os esqueletos que o PT quis esconder. Agora, resta saber se a presidente Dilma mentiu mais uma vez aos brasileiros, ao dizer que não governa só para o PT.
O líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), disse que ficará atento a qualquer tentativa de "sufocação orçamentária" da Polícia Federal:
— A saída de Cardozo é uma exigência do Lula que está sendo investigado pela PF. Cardozo está sendo removido, porque não tinha ingerência sobre a PF. Vamos ficar alertas e evitar o esvaziamento do orçamento da PF, que tem que manter sua independência. Não há como controlar as ações da PF, que tem independência, mas podem tentar agir promovendo a sufocação orçamentária do órgão.
O líder do DEM defende que o novo ministro da Justiça, Welligton César Lima e Silva, que foi procurador geral da Justiça da Bahia, mantenha a postura de estado e não partidária no comando da pasta. O líder tucano destaca que a saída de Cardozo ocorre logo depois das declarações de Lula, durante evento do PT, de que está sendo perseguido pela Polícia Federal e o Ministério Público.
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) também criticou a mudança:
- A insistência do PT e de Lula para que o ministro da Justiça interfira no andamento das investigações contra o partido constrange e envergonha o país. A sociedade estará atenta e não vai admitir qualquer golpe contra a Lava-Jato. Essa ação do PT revolta a população e dá mais um incentivo para lotar as manifestações do dia 13 de março - afirmou o senador Ronaldo Caiado.
O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), também relaciona a saída de Cardozo à pressão do PT que tem vários integrantes na mira da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça brasileira. Na avaliação do parlamentar, o partido de Dilma Rousseff quer afastá-lo para transformar a Polícia Federal numa polícia política.
— No PT, a lógica é inversa: quem está atrás das grades ou na iminência de parar lá é tratado como herói. Já quem se posiciona no sentido de cumprir a lei, que parece ser o caso do atual ministro, é alvo de pressões políticas para deixar o cargo. Ou seja, estamos diante de uma ação do partido de Dilma para cortar a cabeça de Cardozo e transformar a PF em um órgão político — criticou Bueno.
Para o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), um dos poucos méritos de Dilma era o de não interferir nos trabalhos da Polícia Federal e do Ministério Público, rejeitando a pressão dos petistas. O tucano disse esperar que a troca não simbolize mudança de rumo neste comportamento.
— Espero que a saída do ministro José Eduardo Cardozo não signifique que a presidente tenha sucumbido a esta pressão e passe agora a querer interferir de alguma maneira no trabalho dessas duas instituições. É preocupante, no entanto, verificar que o próprio ex-ministro admita que sua saída tenha a ver com a pressão petista em torno das investigações sobre o ex-presidente Lula. A autonomia da PF e do MP precisam ser preservadas — disse Paulo Bauer.
AÉCIO DIZ QUE PAÍS NÃO ACEITARÁ INTERFERERRÊNCIA
Em seu perfil nas redes sociais, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que o país não aceitará interferência na autonomia da Polícia Federal : " Acompanhamos com enorme atenção as mudanças no Ministério da Justiça, especialmente porque ocorrem justamente no momento em que o PT aumenta suas cobranças ao governo e aprofunda suas criticas à Operação Lava Jato. O país não aceitará qualquer tentativa de interferência na autonomia da Policia Federal ou de cerceamento das nossas instituições."
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) criticou a saída de José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça, mas afirmou acreditar que a mudança no comando da pasta, que ficará a cargo de um aliado do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, não interferirá nas investigações da Lava-Jato.
— Além de arrogância, é uma burrice, porque a Polícia Federal não se controla. A Polícia Federal tem um padrão de conduta estabelecido, deixou de ser um instrumento político. As pressões que o PT fazia sobre o ministro decorrem da incompreensão sobre o papel dele e das instituições democráticas. Eles se habituaram a achar que o estado serve a eles. Mas, a Lava-Jato é um trem bala a 300 quilômetros por hora, ninguém vai segurá-la — disse o tucano.
Líderes afirmam que ingerência sobre a Polícia Federal será denunciada e rechaçada
OGLOBO.GLOBO.COM
BC bloqueia R$ 30,7 milhões de João Santana e Mônica Moura
O Banco Central enviou à Justiça os dados do bloqueio das contas do casal João Santana e Mônica Moura e de suas empresas, realizado na última segunda-feira após a deflagração da 23ª fase da Operação Lava Jato. A ação foi determinada pelo juiz Sérgio Moro, que decretou um bloqueio de até R$ 25 milhões de cada um dos investigados. Somados, no entanto, Santana e Monica possuíam R$ 30,7 milhões distribuídos em seis contas e, com isso, esse passa a ser o valor bloqueado. Em nome de Mônica Moura, estavam R$ 28 milhões. Com os outros envolvidos, o total foi de R$ 38 milhões.
O marqueteiro teve R$ 2,7 milhões em suas contas bloqueados. Na decisão, Moro havia estipulado o valor em 25 milhões ao considerar "os valores milionários do supostos crimes (pagamentos ilegais só na Shellbill de 7,5 milhões de dólares)".A empresa de marketing de João Santana, a Polis, também teve seus ativos bloqueados - cerca de 400 mil reais. Não foi encontrado nenhum valor na conta da Santana & Associados.
Outros investigados da 23ª fase da Operação Lava-Jato também foram afetados: Zwi Scornicki, da empresa Eagle do Brasil, teve R$ 5 milhões bloquados, e Fernando Migliaccio, R$ 2 milhões.
A força-tarefa da Lava-Jato investiga se os depósitos feitos pelo operador Zwi Skornicki na conta do publicitário na Suíça saíram do contrato da Petrobras para a plataforma P-52 ou de sondas fornecidas pela Sete Brasil, empresa que tinha a estatal como sócia. O operador depositou US$ 4,5 milhões ao marqueteiro do PT. Para os investigadores, a ordem para depositar ao marqueteiro pode ter saído do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que administrava a propina destinada ao partido.
Segundo o delator Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, Zwi Skornicki comentava que conversava diretamente com Vaccari. Em depoimento prestado no mês passado, Barusco afirmou que Skornicki e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque comentaram que o operador "havia pago cerca de US$ 4,5 milhões adiantados para Vaccari". O valor exato da propina era US$ 4,523 milhões, próximo ao depositado ao marqueteiro do PT. O delator lembrou que a Sete Brasil foi criada na gestão de Duque à frente da diretoria de Serviços da Petrobras e que o PT "tinha interesse em receber nos contratos gerados pela Sete Brasil", tendo sido combinado com João Vaccari Neto que o partido ficaria com dois terços do valor das comissões.
(*Estagiário, sob supervisão de Flávio Freire)
O marqueteiro teve R$ 2,7 milhões em suas contas bloqueados. Na decisão, Moro havia estipulado o valor em 25 milhões ao considerar "os valores milionários do supostos crimes (pagamentos ilegais só na Shellbill de 7,5 milhões de dólares)".A empresa de marketing de João Santana, a Polis, também teve seus ativos bloqueados - cerca de 400 mil reais. Não foi encontrado nenhum valor na conta da Santana & Associados.
Outros investigados da 23ª fase da Operação Lava-Jato também foram afetados: Zwi Scornicki, da empresa Eagle do Brasil, teve R$ 5 milhões bloquados, e Fernando Migliaccio, R$ 2 milhões.
A força-tarefa da Lava-Jato investiga se os depósitos feitos pelo operador Zwi Skornicki na conta do publicitário na Suíça saíram do contrato da Petrobras para a plataforma P-52 ou de sondas fornecidas pela Sete Brasil, empresa que tinha a estatal como sócia. O operador depositou US$ 4,5 milhões ao marqueteiro do PT. Para os investigadores, a ordem para depositar ao marqueteiro pode ter saído do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que administrava a propina destinada ao partido.
Segundo o delator Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, Zwi Skornicki comentava que conversava diretamente com Vaccari. Em depoimento prestado no mês passado, Barusco afirmou que Skornicki e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque comentaram que o operador "havia pago cerca de US$ 4,5 milhões adiantados para Vaccari". O valor exato da propina era US$ 4,523 milhões, próximo ao depositado ao marqueteiro do PT. O delator lembrou que a Sete Brasil foi criada na gestão de Duque à frente da diretoria de Serviços da Petrobras e que o PT "tinha interesse em receber nos contratos gerados pela Sete Brasil", tendo sido combinado com João Vaccari Neto que o partido ficaria com dois terços do valor das comissões.
(*Estagiário, sob supervisão de Flávio Freire)
Juiz Sérgio Moro estipulou bloqueio de cada conta em 25 milhões de reais
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A fidalguia estatal
O Brasil está imerso em uma crise institucional e econômica que tem raros precedentes em sua história. O desequilíbrio fiscal, a falta de compromisso com a estabilidade da moeda, a gerência ideológica e malsã das empresas públicas, baseada em interesses político-partidários, e a profunda crise política instalada em Brasília comprometem de forma inexorável o futuro do país.
É passada a hora de a sociedade rever a estrutura do Estado e decidir se continua a se submeter às políticas próprias do subdesenvolvimento e da subordinação do cidadão ao Estado ou se prefere um modelo de desenvolvimento sustentado, aberto e moderno, que gera autonomia e bem-estar social.
O caminho do subdesenvolvimento guia-se pelo mapa das opções acolhidas pelas políticas de governo dos últimos 11 anos. Progride com um estado irresponsável na gestão das suas contas, o que diminui sua capacidade de investimento em infraestrutura e no desenvolvimento humano da população; que fecha o país para o avanço tecnológico, o que limita o aumento da produtividade do trabalho e do capital e compromete o crescimento; que gere a economia e os programas sociais com o intuito de se aferrar no poder; e que acha que a inflação é mal menor.
O Estado moderno implanta políticas públicas que valorizam o desenvolvimento com ênfase na diminuição da pobreza e da desigualdade, na progressão do bem-estar, da liberdade, da democracia, da autodeterminação, do livre empreender, da segurança jurídica, do devido processo legal e da preservação do ambiente.
Para avançar a agenda de transformação, é preciso enfrentar a cultura política aninhada no Estado e quebrar “instituições” anacrônicas, consideradas intocáveis pelos formuladores de políticas e legisladores.
O maior dos mitos é a estabilidade e os privilégios dos trabalhadores do setor público. O trabalho no Brasil tem duas categorias, o que está sob o manto do privilégio do emprego público e o resto.
O sinal que se dá à sociedade é que há trabalhadores que se submetem ao mundo real e os que, qual fidalgos, investidos de privilégios, são acolhidos pelo Estado.
Nos momentos de crise, a incongruência se expõe. Na recessão, tempo de crescente déficit público e aperto de caixa dos governos, as empresas privadas são obrigadas a demitir — em 2015, o Brasil perdeu mais de 1,5 milhão de empregos. Enquanto isso, no setor público a folha aumenta organicamente, por conta dos reajustes naturais da progressão dos cargos e salários estatutários e do quadro de inativos. No Brasil real, a informalidade aumenta, a qualidade dos postos e a renda do trabalho despencam; no do privilégio nada acontece.
A capacidade de o governo ajustar suas contas é reduzida, não só pelas vinculações obrigatórias de despesas ao Orçamento, mas também pela incapacidade de adequar o quadro funcional ao tamanho do caixa.
Essa disfunção resulta no prolongamento da recessão, no aumento da destruição de empregos formais e da informalidade, no aprofundamento das perdas de renda do trabalho e, quando politicamente viável, no aumento indiscriminado de impostos.
Esses efeitos deletérios recaem sobre os pobres. Quem mais paga pelos privilégios da fidalguia estatal em proporção à sua renda são os trabalhadores jogados na informalidade, os que perderam emprego ou não tiveram acesso a oportunidades que abrissem para eles as portas do trabalho decente; são chefes de família de domicílios de baixa renda, da periferia, com crianças, sem alternativas.
É justo que recaia sobre o pobre o maior peso relativo do custo da estabilidade do funcionalismo público e seus privilégios?
Já passou a hora de enfrentar esta realidade. É chegado o tempo de a população exigir o cumprimento da Constituição, que afirma que “todos são iguais perante a lei”, e acabar com essa clivagem inaceitável, indigna e injusta, imposta sobre os trabalhadores brasileiros.
Manuel Thedim é diretor-executivo do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade
É passada a hora de a sociedade rever a estrutura do Estado e decidir se continua a se submeter às políticas próprias do subdesenvolvimento e da subordinação do cidadão ao Estado ou se prefere um modelo de desenvolvimento sustentado, aberto e moderno, que gera autonomia e bem-estar social.
O caminho do subdesenvolvimento guia-se pelo mapa das opções acolhidas pelas políticas de governo dos últimos 11 anos. Progride com um estado irresponsável na gestão das suas contas, o que diminui sua capacidade de investimento em infraestrutura e no desenvolvimento humano da população; que fecha o país para o avanço tecnológico, o que limita o aumento da produtividade do trabalho e do capital e compromete o crescimento; que gere a economia e os programas sociais com o intuito de se aferrar no poder; e que acha que a inflação é mal menor.
O Estado moderno implanta políticas públicas que valorizam o desenvolvimento com ênfase na diminuição da pobreza e da desigualdade, na progressão do bem-estar, da liberdade, da democracia, da autodeterminação, do livre empreender, da segurança jurídica, do devido processo legal e da preservação do ambiente.
Para avançar a agenda de transformação, é preciso enfrentar a cultura política aninhada no Estado e quebrar “instituições” anacrônicas, consideradas intocáveis pelos formuladores de políticas e legisladores.
O maior dos mitos é a estabilidade e os privilégios dos trabalhadores do setor público. O trabalho no Brasil tem duas categorias, o que está sob o manto do privilégio do emprego público e o resto.
O sinal que se dá à sociedade é que há trabalhadores que se submetem ao mundo real e os que, qual fidalgos, investidos de privilégios, são acolhidos pelo Estado.
Nos momentos de crise, a incongruência se expõe. Na recessão, tempo de crescente déficit público e aperto de caixa dos governos, as empresas privadas são obrigadas a demitir — em 2015, o Brasil perdeu mais de 1,5 milhão de empregos. Enquanto isso, no setor público a folha aumenta organicamente, por conta dos reajustes naturais da progressão dos cargos e salários estatutários e do quadro de inativos. No Brasil real, a informalidade aumenta, a qualidade dos postos e a renda do trabalho despencam; no do privilégio nada acontece.
A capacidade de o governo ajustar suas contas é reduzida, não só pelas vinculações obrigatórias de despesas ao Orçamento, mas também pela incapacidade de adequar o quadro funcional ao tamanho do caixa.
Essa disfunção resulta no prolongamento da recessão, no aumento da destruição de empregos formais e da informalidade, no aprofundamento das perdas de renda do trabalho e, quando politicamente viável, no aumento indiscriminado de impostos.
Esses efeitos deletérios recaem sobre os pobres. Quem mais paga pelos privilégios da fidalguia estatal em proporção à sua renda são os trabalhadores jogados na informalidade, os que perderam emprego ou não tiveram acesso a oportunidades que abrissem para eles as portas do trabalho decente; são chefes de família de domicílios de baixa renda, da periferia, com crianças, sem alternativas.
É justo que recaia sobre o pobre o maior peso relativo do custo da estabilidade do funcionalismo público e seus privilégios?
Já passou a hora de enfrentar esta realidade. É chegado o tempo de a população exigir o cumprimento da Constituição, que afirma que “todos são iguais perante a lei”, e acabar com essa clivagem inaceitável, indigna e injusta, imposta sobre os trabalhadores brasileiros.
Manuel Thedim é diretor-executivo do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade
Os comunistas quase venceram
Quando caiu o vergonhoso Muro de Berlim e ficou claro para o mundo que o comunismo era um retumbante fracasso, Lula e Fidel Castro se juntaram para fundar o Foro de São Paulo e tentar recriar na América Latina o que havia se perdido no Leste Europeu. Está tudo documentado, e não dá para negar o sucesso de ambos: vários países do continente caíram nas garras desses comunistas, sob a nova embalagem de “socialismo do século XXI” ou “bolivarianismo”.
Merval Pereira, em sua coluna deste domingo, reconheceu o avanço desse movimento e a ameaça que ele ainda representa, apesar de derrotas recentes importantes. Há ventos de mudança no ar: Maduro perdeu espaço na Venezuela, o país mais avançado rumo ao atraso comunista, Evo Morales saiu enfraquecido na Bolívia e o PT está em frangalhos no Brasil. Mas é cedo para os democratas cantarem vitória.
Os comunistas, que a grande imprensa ainda se recusa a chamar pelo nome, ainda estão no poder em vários países. Ao que tudo indica, o eixo central era mesmo o PT, usando os recursos nacionais para financiar seus companheiros em outros países. A Odebrecht, com financiamento do BNDES, era a grande fonte de caixa da turma, e João Santana era o marqueteiro, uma espécie de Goebbels do comunismo. A conspiração golpista envolveu até países africanos.
O leitor pode achar que é bobagem falar em comunismo, em ideologia, pois todos não passam de populistas corruptos que souberam usar o sistema a seu favor. Alguém acha que Lula tem alguma ideologia? Mas essas pessoas estão equivocadas, como estão aquelas que pensam que Lula traiu seus antigos ideais, e que se ao menos a pessoa certa da esquerda radical chegasse ao poder, tudo seria diferente e uma maravilha.
O comunismo é e sempre foi exatamente isso: uma estratégia de poder absoluto com base em discursos demagogos. Os soviéticos também não eram “comunistas” nesse sentido puro que os românticos dão ao termo. Aliás, como se trata de uma utopia inatingível, nenhum regime teria sido comunista de fato, uma desculpa esfarrapada para proteger a ideologia de seus infindáveis fracassos.
Os bolcheviques também souberam usar o sistema capitalista para se preservar no poder, e nem por isso deixavam de ser comunistas. Sim, o PT usou as elites, enriqueceu empreiteiros e banqueiros, mas é exatamente isso que todo comunista sempre fez. Seu discurso é populista, em prol do coletivo, da “igualdade”, enquanto sua prática sempre criou ampla igualdade na miséria para a imensa maioria, e uma casta de nababos no poder. Basta ver a Venezuela ou Cuba, o ícone dessa gente.
O esforço que os radicais fazem para inocentar sua ideologia de culpa em mais essa desgraça é louvável, mas absurdo. Sonham com um “novo PT”, com o PSOL, com Marina Silva e sua Rede, tudo para não se confrontarem com a dura realidade: o problema está na ideologia. A concentração de poder no Estado em nome da “justiça social”, o ataque ao empreendedorismo e ao lucro, a condenação do livre mercado e da privatização, o enaltecimento do sindicalismo, essas são bandeiras que invariavelmente levam ao mensalão, ao petrolão e à inflação.
Comunistas se julgam acima do bem e do mal, das leis e da “moral burguesa”, e por isso acreditam que seus “nobres” fins justificam quaisquer meios, por mais nefastos que sejam. Sempre foi esse o modus operandi do comunismo. O relativismo moral impede qualquer crise de consciência, e atrai os psicopatas e bárbaros para as hostes comunistas. Com as justificativas produzidas por “intelectuais” entediados e niilistas, os brutos chegam ao poder e pilham o Estado, escravizando a população. Foi assim em todo país comunista.
No nacional-socialismo também, vale notar. O nazismo disputava com o comunismo o mesmo tipo de alma recalcada, ressentida e invejosa. Com uma importante diferença: o nazismo nunca conseguiu ocultar bem sua natureza abjeta, enquanto o comunismo atrai românticos idiotizados.
O historiador francês Alain Besançon, autor de “A infelicidade do século”, resumiu bem a distinção: “O comunismo é mais perverso que o nazismo porque ele não pede ao homem que atue conscientemente como um criminoso, mas, ao contrário, se serve do espírito de justiça e de bondade que se estendeu por toda a terra para difundir em toda a terra o mal. Cada experiência comunista é recomeçada na inocência”.
Basta ver a juventude boboca atraída pelo comunista Bernie Sanders nos Estados Unidos. Esses comunistas são criminosos, abusam da juventude de forma asquerosa. E pensar que eles quase venceram a guerra...
Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal
Merval Pereira, em sua coluna deste domingo, reconheceu o avanço desse movimento e a ameaça que ele ainda representa, apesar de derrotas recentes importantes. Há ventos de mudança no ar: Maduro perdeu espaço na Venezuela, o país mais avançado rumo ao atraso comunista, Evo Morales saiu enfraquecido na Bolívia e o PT está em frangalhos no Brasil. Mas é cedo para os democratas cantarem vitória.
Os comunistas, que a grande imprensa ainda se recusa a chamar pelo nome, ainda estão no poder em vários países. Ao que tudo indica, o eixo central era mesmo o PT, usando os recursos nacionais para financiar seus companheiros em outros países. A Odebrecht, com financiamento do BNDES, era a grande fonte de caixa da turma, e João Santana era o marqueteiro, uma espécie de Goebbels do comunismo. A conspiração golpista envolveu até países africanos.
O leitor pode achar que é bobagem falar em comunismo, em ideologia, pois todos não passam de populistas corruptos que souberam usar o sistema a seu favor. Alguém acha que Lula tem alguma ideologia? Mas essas pessoas estão equivocadas, como estão aquelas que pensam que Lula traiu seus antigos ideais, e que se ao menos a pessoa certa da esquerda radical chegasse ao poder, tudo seria diferente e uma maravilha.
O comunismo é e sempre foi exatamente isso: uma estratégia de poder absoluto com base em discursos demagogos. Os soviéticos também não eram “comunistas” nesse sentido puro que os românticos dão ao termo. Aliás, como se trata de uma utopia inatingível, nenhum regime teria sido comunista de fato, uma desculpa esfarrapada para proteger a ideologia de seus infindáveis fracassos.
Os bolcheviques também souberam usar o sistema capitalista para se preservar no poder, e nem por isso deixavam de ser comunistas. Sim, o PT usou as elites, enriqueceu empreiteiros e banqueiros, mas é exatamente isso que todo comunista sempre fez. Seu discurso é populista, em prol do coletivo, da “igualdade”, enquanto sua prática sempre criou ampla igualdade na miséria para a imensa maioria, e uma casta de nababos no poder. Basta ver a Venezuela ou Cuba, o ícone dessa gente.
O esforço que os radicais fazem para inocentar sua ideologia de culpa em mais essa desgraça é louvável, mas absurdo. Sonham com um “novo PT”, com o PSOL, com Marina Silva e sua Rede, tudo para não se confrontarem com a dura realidade: o problema está na ideologia. A concentração de poder no Estado em nome da “justiça social”, o ataque ao empreendedorismo e ao lucro, a condenação do livre mercado e da privatização, o enaltecimento do sindicalismo, essas são bandeiras que invariavelmente levam ao mensalão, ao petrolão e à inflação.
Comunistas se julgam acima do bem e do mal, das leis e da “moral burguesa”, e por isso acreditam que seus “nobres” fins justificam quaisquer meios, por mais nefastos que sejam. Sempre foi esse o modus operandi do comunismo. O relativismo moral impede qualquer crise de consciência, e atrai os psicopatas e bárbaros para as hostes comunistas. Com as justificativas produzidas por “intelectuais” entediados e niilistas, os brutos chegam ao poder e pilham o Estado, escravizando a população. Foi assim em todo país comunista.
No nacional-socialismo também, vale notar. O nazismo disputava com o comunismo o mesmo tipo de alma recalcada, ressentida e invejosa. Com uma importante diferença: o nazismo nunca conseguiu ocultar bem sua natureza abjeta, enquanto o comunismo atrai românticos idiotizados.
O historiador francês Alain Besançon, autor de “A infelicidade do século”, resumiu bem a distinção: “O comunismo é mais perverso que o nazismo porque ele não pede ao homem que atue conscientemente como um criminoso, mas, ao contrário, se serve do espírito de justiça e de bondade que se estendeu por toda a terra para difundir em toda a terra o mal. Cada experiência comunista é recomeçada na inocência”.
Basta ver a juventude boboca atraída pelo comunista Bernie Sanders nos Estados Unidos. Esses comunistas são criminosos, abusam da juventude de forma asquerosa. E pensar que eles quase venceram a guerra...
Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal
Eles se julgam acima do bem e do mal, das leis e da ‘moral burguesa’, e por isso acreditam que seus ‘nobres’ fins justificam quaisquer meios, por mais nefastos que sejam
OGLOBO.GLOBO.COM|POR RODRIGO CONSTANTINO
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